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Henrique Arantes diz que reforma da Previdência não faz sentido diante de outros gastos do Governo

20 de Dezembro de 2019 às 10:32

Durante discussão da matéria que trata da PEC da Previdência dos servidores estaduais, durante reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), em curso agora no auditório Solon Amaral, o deputado Henrique Arantes (MDB) criticou o Governo que, segundo ele, alega não ter condições financeiras e, por isso necessita promover a reforma da Previdência, mas ao mesmo tempo faz despesas supérfluas.

Arantes destacou que o governador Ronaldo Caiado (DEM) acabou de fazer uma suplementação de 80 milhões de reais para compra de propaganda. “Se ele tem esse dinheiro sobrando, para comprar propaganda em rádio e televisão, ele poderia talvez manter o quinquênio. Tenho informação não oficial de que o quinquênio tem impacto anual de aproximadamente 15 milhões de reais. É uma coisa que não faz sentido.”

O emedebista contrapôs ainda informação divulgada por alguns deputados da base que alegam que o Estado de Goiás é ainda o único que possui quinquênio para os seus servidores. “Em uma rápida pesquisa já descobri que isso não é verdade. Existe quinquênio no Rio de Janeiro, na Bahia, em Minas Gerais, em São Paulo, Mato Grosso do Sul, e em Santa Cataria há ainda o triênio”, pontuou o parlamentar.

O deputado disse que sempre se manifestou favorável a uma reforma da Previdência, porém de forma justa e de maneira que não recaia sobre os servidores, principalmente sobre os menos privilegiados. “Essas pessoas que recebem 25 mil reais poderiam ser atingidas nesta reforma, mas não estes que recebem 3 mil reais por mês. As professoras terem que aposentar com esse tanto de tempo de trabalho maior não é justo, então dentro deste prisma é que eu vou votar contra essa reforma”, finalizou Henrique Arantes.

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