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Orçamento do Estado para 2020 é aprovado em votação definitiva no Plenário

21 de Dezembro de 2019 às 13:26

O projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) acaba de ser aprovado em definitivo na tarde deste sábado, 21 de dezembro. A matéria, protocolada sob o nº 5891/19, recebeu 1.386 emendas ao texto da peça orçamentária, incluindo emendas colhidas em audiências públicas pelo relator, uma da Mesa Diretora, duas coletivas, e duas outras emendas assinadas pelos deputados Zé Carapô (DC) e Paulo Cezar Martins (MDB).

 

Audiências públicas

 

A LOA foi debatida em uma série de audiências realizadas em várias cidades goianas, com o objetivo de colher dados e informações que serviram para subsidiar a elaboração do relatório do orçamento anual. A primeira audiência foi realizada no dia 4 de novembro, em Morrinhos. A ação itinerante foi realizada na Câmara Municipal da cidade, sob a liderança do vice-presidente da comissão e relator da LOA, deputado Jeferson Rodrigues (Republicanos). O segundo debate aconteceu no Sudoeste goiano, na cidade de Rio Verde, no dia 7 de novembro. Karlos Cabral (PDT) comandou o encontro e ressaltou que pela primeira vez na história de Goiás a Assembleia foi a campo para discutir com a população o orçamento do Estado. Em seguida, a Comissão de Finanças deu voz à população de Porangatu, em audiência realizada no dia 11 de novembro. Já no dia 18, foi a vez de os moradores de Águas Lindas contribuírem para a elaboração da LOA. A penúltima audiência foi realizada na sede da Câmara Municipal de Posse no dia 2 de dezembro, encerrando o ciclo de debates no interior. A última audiência pública ocorreu na sede da Assembleia Legislativa, contemplando a população da capital e da Região Metropolitana.

 

Volume de recursos

Considerando a Receita Corrente Líquida (RCL) do orçamento do Estado, que em 2020 será de R$ 29.382.735.000, sendo que 0,7% são destinados a emendas parlamentares. Ficou estabelecido o valor de R$ 4,082 milhões para cada um dos 41 deputados, totalizando uma verba de R$ 167.394 milhões no orçamento impositivo. Os números apresentados por Karlos Cabral, em reunião da comissão, poderão ser destinados a ações e investimentos somente na saúde e na educação pública. “De acordo com a Procuradoria da Casa, não há determinação de percentual fixo para aplicação das emendas para saúde ou educação. A destinação da verba fica a critério de cada um. Se quiser dividir 50% para um e 50% para outro, não importa. Saibam que não há impedimento jurídico para percentual de vinculação”, exemplificou.   

A LOA elaborada pelo Poder Executivo prevê um déficit para 2020 de R$ 3,59 bilhões. O objetivo primordial da propositura é explicitar como serão dados, pelos próximos 12 meses, a arrecadação de recursos e o emprego dos mesmos. Para o próximo ano, o Governo orça receita no valor global de R$ 29.382.735.000 (vinte e nove bilhões, trezentos e oitenta e dois milhões e setecentos e trinta e cinco mil reais), que envolvem recursos de todas as fontes: R$ 28,154 bilhões de orçamento fiscal/seguridade social e R$ 1,227 bilhão de empresas estatais. Dos R$ 29,382 bilhões de receita estimada, R$ 16,699 bilhões são receitas desvinculadas (o que representa 56% do total, também chamadas de receitas que não possuem destinação específica ou “receitas ordinárias”).

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