Parlamentares no pleito 2020
Os eleitores goianos vão às urnas no próximo domingo, 15 de novembro, para eleger prefeitos e vereadores por todo o estado. Nesse ano, dentre os candidatos que concorrem ao pleito, na disputa por prefeituras, 13 são parlamentares com mandato na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás. Cinco deles concorrem pela Capital e oito por municípios do interior.
Nesse pleito de 2020, Goiânia está entre as quatro capitais brasileiras com maior número de candidatos disputando o cargo de prefeito. São 16 inscritos; dentre eles, os deputados Major Araújo (PSL), Delegada Adriana Accorsi (PT), Talles Barreto (PSDB), Virmondes Cruvinel (Cidadania) e Alysson Lima (Solidariedade).
Além da Capital, apenas Luziânia, sexto município mais populoso do estado, conta com mais de um deputado concorrendo ao pleito. Diego Sorgatto (DEM) e Wilde Cambão (PSD) disputam os votos dos eleitores. A cidade também tem como opções os candidatos Professor Lukas (PSOL), Alex Meirelles (Patriota), Duda Lemos (Pros), e a atual, vice-prefeita, Edna Aparecida Alves dos Santos (Podemos), que assumiu interinamente a prefeitura após decisão da Justiça que afastou do cargo o prefeito Cristóvão Tormin (PP).
Vale lembrar que alguns dos atuais candidatos já foram prefeitos em seus municípios. Eles alegam o clamor da população como uma das motivações que os estimularam a entrarem mais uma vez na disputa. É o caso da deputada Lêda Borges (PSDB), que concorre, em Valparaíso, com outros sete candidatos; e do deputado Antônio Gomide (PT), que disputa contra oitos nomes, em Anápolis.
Em outros municípios, estão na disputa pela chefia do Executivo municipal os parlamentares Julio Pina, do PRTB (em Senador Canedo, contra três candidatos); o tucano Gustavo Sebba (em Catalão, contra quatro candidatos); o democrata Dr. Antonio (em Trindade, contra três candidatos); e Zé Carapô, do DC (em Jataí, contra cinco candidatos).
Mudanças
A busca por realização de obras, resgatando compromissos junto à população, é um dos motivos que levam os parlamentares a disputarem cargos no Poder Executivo. Em função disso, dependendo do resultado das urnas, já que, segundo pesquisas realizadas, vários deles figuram entre os favoritos do eleitor, a composição das bancadas no Legislativo estadual sofrerá alteração, podendo mudar, assim, a correlação de forças partidárias na Casa.
O primeiro turno das eleições desse ano estava previsto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o dia 4 de outubro, e o segundo turno, datado para 25 de outubro. Porém, no início de julho, o Congresso Nacional aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que alterou as datas do calendário eleitoral de 2020, em razão da pandemia de covid-19. Foi então que se definiu o dia 15 de novembro para a realização do primeiro turno, e o dia 29 de novembro para o segundo turno das eleições municipais.