Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor e Procon Goiás orientam consumidor para a black friday
Com a aproximação da Black Friday, o deputado Delegado Eduardo Prado (DC), que também é vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor elenca alguns pontos que devem ser observados para a realização das compras com segurança. A primeira dica é duvidar de descontos mirabolantes. “Por exemplo, uma geladeira, que custa R$ 4 mil, está sendo ofertada por R$ 500”, alerta.
O cuidado com a procedência do anunciante também deve ser constante para realização de compras sem surpresas desagradáveis. Com a falta de seriedade de muitas empresas, a melhor medida é pesquisar no site do Procon Goiás, além de outros, voltados a reclamações. Outra medida importante, segundo Prado, é estar sempre atento aos links suspeitos, que normalmente podem chegar por meio do Whatsapp ou de e-mail. A orientação é para manter o cuidado e a atenção, porque neste período, os ataques dos hackers aumentam. “Inclusive, um ponto importante a ser observado é que os links redirecionam para falsas páginas comerciais, que geralmente são plataformas, com a mesma aparência das páginas oficiais, mas utilizadas criminalmente ”, orienta o parlamentar.
“Veja também a segurança do site que você está clicando. Veja se tem aquele cadeado, que fica do lado esquerdo do link do endereço da página. O mais correto a fazer é o próprio consumidor digitar o site, e não clicar em links recebidos de forma indireta”, explica Eduardo.
Um outro dado importante apontado pelo deputado é ver se o frete compensa. “Muitas lojas barateiam o produto, mas aumentam o frete. Ao olhar o valor final, vai ver que não compensa”, afirma Prado. O consumidor deve ainda ficar de olho no histórico de preços dos produtos. “Veja se realmente houve o desconto. Se é realmente uma oferta verdadeira. Veja o preço anteriormente do produto que você quer comprar. Isso é importantíssimo para não cair na black fraude”, sintetiza.
Na hora do pagamento, a orientação do Delegado é dar preferência ao pagamento via cartão de crédito, ao invés de boletos bancários, porque o consumidor tem tempo, inclusive de cancelar a compra. “Quando o pagamento é feito por boleto, dificilmente é possível ter o ressarcimento do valor pago”, explica.
O consumidor deve ainda ficar atento à política de troca e devolução dos produtos. Além disso, ao fazer as compras, outro cuidado é não usar redes de wifi públicas, porque essas são problemáticas no que tange à segurança. “Segundo os especialistas da área, elas não oferecem segurança, além de facilitarem a atuação de hackers para captar os dados dos usuários”, lembra o parlamentar.
Planejamento
Por sua vez, o superintendente do Procon Goiás, Allen Viana ressalta a importância do evento, que é momento oportuno para os consumidores adquirirem os bens ou objeto do seu desejo a preços razoáveis, ao mesmo tempo em que para o comércio e para a indústria é uma ocasião de impulsionamento de vendas e de alavancagem da economia. “É um momento é estratégico e bem providencial em um contexto de pandemia”, salienta.
Viana também traz orientações importantes em consonância com a política de consumo. “O consumidor, que é o cidadão comum, deve ficar atento nesse contexto, para que suas compras realmente reflitam aquilo que é a necessidade contingencial da sua pessoa ou da sua família”, lembra.
A fim de dar suporte aos consumidores, “o Procon tem realizado ações de divulgação de informações e de orientações para que, de fato, esse momento de oportunidade não traga dissabores nos dias que se seguirão”, assinala Allen.
Segundo o superintentendente, é muito importante que o consumidor tenha, num primeiro momento, um planejamento sobre o que pretende comprar, qual é verdadeiramente o objeto, ou a lista de objetos que ele almeja adquirir, e nesse contexto, evitar fazer aquisições que fujam da capacidade do seu orçamento doméstico. “E nesse diapasão, que ele entenda que nós estamos vivendo um período de pandemia, cujo início de 2021 se aproxima, e com ele, despesas correntes que tendem a atingir o orçamento doméstico das famílias como IPVA, IPTU, lista de material escolar dos filhos”, alerta Viana.
E prossegue, ao enunciar que o consumidor deve ter um planejamento para saber o que ele deseja e qual é a capacidade financeira dele atual, e uma projeção para os meses que se seguirão.
Pesquisa de preços
Um dado importante é a pesquisa de preços antes de efetuar as compras. “Pesquisar é fazer uma leitura de tantos sites e de tantas lojas que têm a disponibilidade daquele produto com os preços, com as parcelas que poderão ser dividas e com a taxa de juro que é aplicada sobre aquele bem”, explica Allen. Para facilitar, o Procon já fez uma pesquisa de milhares de itens de objetos eletrônicos, celulares, de bens pessoais, que estão à disposição dos consumidores no site do órgão.
O superintendente explica que os levantamentos foram realizados na última semana, e que se somam às pesquisas que também já foram feitas ao longo do ano, tanto no mês de setembro, e em agosto, em função do Dia dos Pais, além de outras datas importantes nos meses anteriores.
“Ter acesso a essas pesquisas é importante para ver a evolução dos preços, e ter uma consciência disso, mas que não elimina a necessidade de o próprio consumidor fazer a sua pesquisa pessoal, que se somaria a esses outros dados para ele ter uma certeza na escolha da loja e do objeto a ser adquirido, e também para eventualmente já trazer alguma denúncia ou reclamação caso esses preços não estejam refletidos no dia da Black Friday”, reitera o Viana.
Compras por impulso
Outro alerta feito pelo superintendente é para que o consumidor tenha muita atenção e faça as compras de maneira segura. “Quando a gente diz segura, é para que além da lista que ele fez, o planejamento dos objeto ou objetos a serem adquiridos, que o consumidor evite aquelas compras por impulso”, orienta. “Por mais que o preço esteja atraente, todo objeto comprado sem necessidade, ele se torna um prejuízo porque fica parado e sem utilidade dentro da sua casa”, afirma. E prossegue na orientação ao dizer que, por menor que seja o valor, não sendo listado entre os bens já pretendidos para a compra, é importante evitar comprar por impulso nessa ocasião.
Por outro lado, quando se trata de segurança, é necessário que o consumidor faça um esforço adicional para evitar golpes que são ocasionalmente realizados ou perpetrados no período da Black Friday. “Dessa forma, o consumidor deve evitar sites ocasionais, empresas criadas no último verão, simplesmente para poder fazer ofertas disfarçadas que na realidade não são verdadeiras e que, na realidade são golpes para obter dados bancários, para obtenção de valores de parcelas iniciais ou de sinal de negócio, quando na realidade, nada daquela transação se confirmará nos dias que se seguirão”, frisa Allen.
Além de pesquisar os objetos, pesquisar lojas e sites seguros, ter a confirmação do CNPJ, do endereço indicado no site deve ser comparado ao endereço que está registrado no site da Receita Federal. O consumidor precisa também já ter um histórico pessoal ou de algum amigo ou familiar que já tenha realizado compras naquele local.
Dentre os cuidados para evitar dores de cabeça futuras é, sempre que possível, fazer um armazenamento das informações, prints de tela, guardar as informações e as conversas tidas por whatsapp, as trocas de e-mail, assim como os protocolos de conversas realizadas por via telefônica.
Ações
De forma paralela às orientações do superintendente, o órgão tem promovido ações práticas. “Temos aqui um grupo de trabalho que tem pensado e atuado nesse contexto de pandemia há mais de 30 dias. E nesse contexto, já foi feita pesquisa prévia e disponibilizada no site do Procon. Ao mesmo tempo em que já temos as equipes formadas e que já estão fazendo o monitoramento de preços mesmo nessa semana que antecede a sexta-feira do evento”, pontua Viana.
O órgão também tem um planejamento com ações e postos fixos dos fiscais nos principais shoppings de Goiânia, e ainda equipe de fiscalização volante que estará percorrendo as principais lojas da capital. “O objetivo é estar in loco, percebendo e recepcionando as denúncias e reclamações do consumidor”, reitera.
O Procon Goiás conta ainda com uma equipe de atendimento de telefonistas aptas a receber as denúncias do consumidor, através do telefone 151, para os que estiverem dentro de Goiânia. “A ligação gratuita”, assinala. Já os consumidores que estiverem na região metropolitana ou no interior do estado o telefone é (62) 3201-7124.
Ao finalizar, Allen ressalta a expectativa de que a ocasião proporcione satisfação aos consumidores e, represente um incremento para a economia.