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Ênio Branco explica CelgTelecom na reunião da CCJ

01 de Abril de 2008 às 16:27
Projeto visa oferecer serviços de telefonia e internet por meio da rede elétrica. A ação busca ampliar a receita e recuperar a saúde financeira da estatal. Para Ênio Branco, trata-se de uma questão de cidadania, ao democratizar os benefícios tecnológicos. Projeto é pioneiro entre as 64 distribuidoras de energia no Brasil. Investimento inicial é de R$ 25 milhões.

A reunião da Comissão de Constituição, Redação e Justiça (CCJ) desta terça-feira abriu espaço para o presidente da Celg, Ênio Branco, apresentar aos parlamentares o projeto de lei que vai constituir a Companhia de Telecomunicações e Soluções (CelgTelecom & Soluções). Em linhas gerais, a proposta vai permitir a transmissão de dados por meio da rede elétrica convencional.

O projeto de lei, em tramitação na Assembléia Legislativa, autoriza a constituição da Celgtelecom e muda a denominação da Goiaspar para Celgpar. A proposa vai permitir também que a Celgtelecom possa firmar convênios, acordos e contratos com grupos nacionais e estrangeiros.

Ênio Branco afirmou que a implantação de um sistema de telecomunicações na empresa é inovador e vai atender mais de dois milhões de consumidores. De acordo com ele, a iniciativa é pioneira entre as 64 distribuidoras de energia elétricas em atividade no país.

"Estamos trazendo uma proposta de utilizar o cabo energizado - o mesmo ativo que chega em todos os locais de Goiás - para contemplar o consumidor com novo serviço o de internet através do Power Line Communication", informou o presidente da Celg.

Ênio Branco disse que essa tecnologia já está desenvolvida. De acordo com ele, a Celg é a única empresa brasileira que participa da Actel. Assim, o consumidor poderá ser suprido por telefonia e internet por meio da rede elétrica. 

MAIS RECURSOS

A nova empresa Celg Telecom poderá avalancar novos recursos, informa o presidente da Celg. De acordo com ele, o valor agregado à nova empresa vai ampliar a receita e recuperar a saúde financeira da estatal.

Ênio Branco disse que o projeto atenderá, em um primeiro momento, instituições corporativas e públicas. De acordo com ele, a Anatel ainda restringe a participação da empresa à prestação de atendimento ao consumidor físico.

O novo projeto não vai trazer novos custos para a empresa. Conforme explica, o investimento total envolve R$ 25 milhões para ser instalado.

A holding Goiaspar, que poderá ter o nome alterado para Celgpar, poderá abrir seu capital na bolsa de valores já em 2009 De acordo com ênio Branco, apenas 1% das ações estão no mercado e seriam necessários 25% de ações para realizar a abertura de capital.

"Em 2009, com a empresa saneada, poderemos entrar no mercado de capitais. O Estado terá excedente de 7% para entrar na bolsa de valores, além dos 50,1% que mantém como sócio majoritário. O restante das ações pertencem ao BNDESpar. Quem investir na Celgpar terá ações nas empresas. Faremos uma empresa punjante, maior do que hoje", afirmou.

CIDADANIA

Engenheiro da Celg João Gonçalves Vieira destaca que o projeto que cria a CelgTelecom & Soluções despertou amplo interesse empresarial.

Vieiria disse que o projeto trata de cidadania e não apenas de questões técnicas, uma vez que permite a inclusão digital para a maior parte da população goiana. O engenheiro afirmou que a plataforma de comunicação será regionalizada. "Há parcerias com Furnas e Eletronorte que podem baratear a implantação deste projeto", informou.

O engenheiro está convicto dos aspectos econômicos, sociais e técnicos do projeto. De acordo com ele, a iniciativa é, sobretudo, de ampliar a cidadania dos goianos.

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