Governador de Minas quer ser porta voz de um projeto ousado para o Brasil
“Ninguém será no Brasil candidato viável à presidência da República, única e exclusivamente porque queira sê-lo; será, sim, se for o porta voz de um novo projeto, otimista, moderno e, sobretudo, ousado”. A afirmação foi feita hoje pelo governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), em entrevista a imprensa, antes de fazer uma palestra sobre municipalismo, no Oliveira’s Place, a convite da Associação Goiana de Municípios (AGM), que completa 50 anos de fundação.
Aécio Neves chegou ao local em companhia do senador Marconi Perillo (PSDB) e dos deputados federais tucanos Leonardo Vilela, Carlos Alberto Silva e Raquel Teixeira, e do deputado federal Luiz Bittencourt (PMDB), deixando claro que se sentiria confortável participando de um projeto dessa dimensão.
“Obviamente como governador de Minas Gerais tenho que estar preparado, se houver uma grande convergência em torno do meu nome”, colocou, mas fez questão que uma eventual candidatura dele a presidente da República “jamais será uma imposição”.
Aécio Neves frisou que “ninguém é candidato de si próprio a nada, e, sobretudo, a uma candidatura presidencial, que deve ser muito mais a construção de um projeto do que identificação de nomes”. Afirmou que não faltam nomes para disputar a Presidência da República, mas falta um projeto de Brasil. “Falta, inclusive, ao governo de hoje. Estamos vendo o governo com toda essa aprovação, com essas condições macroeconômicas tão extraordinárias, perdendo tempo enorme em não fazendo aquilo que precisava ser feito”, acentuou.
E enfatizou que exatamente porque não existe esse projeto é que quer ajudar a construir um para o Brasil. “E aí não importa a posição em que esteja; esse novo projeto, esse conjunto de forças políticas que sustentem um projeto que modernizem a nossa economia, que descentralize os recursos, através de uma reforma tributária que seja justa com o País; uma reforma previdenciária que também permita ao País superar as dificuldades crônicas hoje nessa área; uma reforma política que dê ordenamento ao quadro institucional brasileiro, onde as negociações deixem de ser quase que individuais, para ser institucionais; mas é preciso liderança política e vontade política para que isso ocorra”, arrematou.