Gestão de metas
Considerado modelo de gestão moderna e eficiente pelo Banco Mundial, o Governo de Minas Gerais vai ser apresentado pela instituição financeira como inspiração para países em desenvolvimento e outros estados brasileiros.
Depois de fazer o discurso mais aguardado na comemoração dos 50 anos da Associação Goiana de Municipios, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, partiu para Washington onde vai se reunir com o Banco Mundial. De acordo com Aécio, a instituição vai "investir cerca de R$ 2 bilhões no Estado, sem contrapartida financeira".
O governador mineiro explicou como tirou seu Estado de uma dívida de R$ 2,5 bilhões, há seis anos atrás a maior do País, para um cenário econômico que movimenta hoje R$ 9 bilhões em investimentos, graças a um "choque de gestão" realizado no seu primeiro mandato. A medida, segundo palestrou o Governador à parlamentares e gestores, extinguiu o comprometimento de 103% da receita estadual com obrigações constitucionais e folha de pagamento.
A reforma, de acordo com o governador, extinguiu sete secretarias, provocou a fusão de 15 empresas, reduziu os cargos em comissão e eliminou as gratificações por tempo de serviço. Com a nova política administrativa, os funcionários passaram a receber bônus de acordo com o cumprimento de metas estabelecidas pelo Governo.
O sucesso da reforma otimizou em 100% serviços como energia rural e urbana, de telecomunicações, de ligação asfaltica e de saneamento. "Modernizar a gestão, qualificar os gastos, públicos significa fazer mais com menos e viabilizar mais gastos com a população", completou Aécio, que ainda defendeu veementemente as reformas política, jurídica e tributária.
O Governo Lula, de acordo com o líder tucano, tem o apoio do Congresso, projeção internacional e economia em alta. "Mesmo com todo o ambiente favorável, a administração federal pecou em não realizar as reformas necessárias e urgentes para o país, o que é lastimável", finalizou o governador.