Conferencistas debatem política para melhorar educação
Os dois palestrantes desta manhã do I Seminário Internacional sobre a Reforma Educacional, Norman Gall e Patrícia Guedes, começam a debater o tema, no auditório da Celg, no Jardim Goiás.
Os dois professores têm se engajado com reportagens e pesquisas sobre a América Latina desde o ano de 1961 e vão discutir no evento suas experiências e propor medidas que possam solucionar a problemática situação da educação em Goiás. De acordo com Norma Gall, o Brasil precisa melhorar a capacitação dos professores e diretores, e os mesmos terem mais autonomia nas instituições.
A professora e pesquisadora Patrícia Guedes disse que é um grande desafio a proposta de trazer uma reforma para Goiás. “O desafio não é só dentro das salas de aula, mas ter altas expectativas, fazer monitoramento, e criar planos de educação”, disse.
Com mais de 400 inscritos, o I Seminário Internacional de Reforma Educacional começou nesta manhã de terça-feira. A coordenação do evento é do deputado estadual Thiago Peixoto (PMDB), com amplo apoio da Assembléia.
Os quatro conferencistas - dois norte-americanos e dois brasileiros - chegaram à Goiânia na segunda-feira, véspera do seminário. As secretárias de Educação, Milca Severino (estadual) e Márcia Carvalho (municipal), além do presidente da Assembléia, Jardel Sebba (PSDB), estão entre os presentes, assim como secretários de Educação de diversos municípios, além de educadores e diretores de escolas da rede pública da capital e do interior.
O deputado idealizou o seminário após voltar de Nova York, em janeiro passado, onde conheceu o modelo de reforma educacional implantado nas escolas públicas norte-americanas. Segundo ele, este seminário internacional vai tratar deste e de outros modelos de sucesso que existem no Brasil e em outros países e que têm como meta melhorar o sistema educacional.
"Para estas discussões estamos trazendo o que há de mais moderno e de mais inovador para as escolas goianas. São propostas adaptáveis à realidade local e que poderão ser plenamente acatadas pelos diretores e professores", explica.
Thiago Peixoto frisa também que problemas inerentes ao sistema educacional brasileiro, como professores descontentes com o salário e a profissão, evasão escolar, unidades de ensino com péssimo desempenho nas avaliações qualitativas e colégios sem as condições físicas ideais para um bom aprendizado dos alunos, também existiam em Nova York.
A similaridade das dificuldades enfrentadas tanto pelos norte-americanos quanto pelos brasileiros é um "claro indicativo" de que as soluções aplicadas ao sistema educacional de Nova York também poderão surtir resultado positivo nos sistemas educacionais de Goiás e do Brasil.
O parlamentar explica que tomou a iniciativa de organizar o I Seminário Internacional de Reforma Educacional “por entender que o papel de um parlamentar é buscar soluções para o sistema educacional, assim como para diversas outras áreas. A Educação é uma questão em que venho atuando de forma mais ampla e incisiva. Por isso é conveniente trazer pra cá o que está acontecendo de melhor no mundo e que seja referência para a Educação”.
Programação
8h30 – 9h00: Credenciamento
9h00 - 9h30: Cerimônia de abertura
9h30 – 10h30: Ordem e desordem nas escolas, por Ângelo Ledda, diretor da escola MS 399 – Bronx/NY
10h30 – 11h00: Debate
11h00 – 12h00: O grande esforço de ensinar e aprender, por Patrícia Mota, coordenadora de Programas Educacionais do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial
12h00 – 12h30: Debate
12h30 – 14h30: Intervalo
14h30 – 15h30: A Reforma do Ensino em Nova York, por Andaye DeLaCruz, diretora do Instituto de Desenvolvimento da Juventude – NY
15h30 – 16h00: Debate
16h00 – 17h00: O que deve ser feito, por Norman Gall, diretor executivo do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial
17h00 – 17h30: Debate
17h30 – 17h45: Encerramento