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Revolução no setor de telecomunicações

28 de Abril de 2008 às 11:17
Em artigo publicado no jornal "Diário da Manhã", edição do dia 23.04.08, o deputado Wellington Valim (PTdoB) enumera os avanços no setor de telecomunicações do Estado, após a criação da Celg Telecom.

* Wellington Valim é deputado estadual e líder do PTdoB na Assembléia Legislativa

A criação da Celg Telecom (Celg Telecomunicações e Solução), um dos braços da nova Celg Par (Companhia Celg de Participações), será um avanço considerável para a área de telecomunicações em Goiás. A estatal goiana poder oferecer, através de um cabo da rede de energia elétrica, serviços de internet e telefonia será uma vantagem enorme para o consumidor. Mais concorrência no setor significa melhores serviços e preço mais baixo. Sem falar que a Celg tem um diferencial e tanto nesta briga: está presente em todos os municípios do Estado e zona rural.

O acesso à internet em banda larga, principalmente, precisa ser facilitado. O computador hoje já está presente em parte das residências de classes mais baixas, mas o acesso ao mundo virtual nem sempre. Estudantes, donas de casas e trabalhadores precisam se conectar, e muitas vezes, devido à dificuldade de instalação da rede nos bairros ou cidades ou até mesmo os preços, são forçados a acessar a web apenas em lan houses ou locais de trabalho.

Democratizar a informática no País não é o bastante, como já é feito hoje com o financiamento da compra de computadores de baixo custo. É preciso também garantir a inclusão digital, ou seja, o acesso à internet, pois é praticamente impossível, no mundo de hoje, usar um desktop ou notebook sem internet. Para o estudante, fica difícil ter acesso a pesquisas, dados, livros, aulas virtuais. Para a dona de casa, diversão e informação estão na rede. Para o trabalhador, atualização, pesquisa, informações.

E a Celg pode ser um atalho nesta empreitada rumo ao mundo digital. Da mesma forma que o consumidor de baixa renda hoje tem acesso à energia elétrica de maneira subsidiada, é de se esperar que se ocorra situação pelo menos parecida com a internet e telefonia. Sem falar que a rede elétrica hoje chega a qualquer lugar do Estado, seja zona rural, aldeias indígenas, casas afastadas das regiões centrais das cidades, em cima de morros, em ilhas fluviais.

Escolas de cidades do interior, por exemplo, seriam muito beneficiadas. Hoje, parte destes estabelecimentos depende de empresas privadas para terem acesso à internet banda larga. E sabemos que nem sempre é interessante para uma empresa privada colocar o serviço em localidades não rentáveis – o investimento não se justificaria, alegam. Com a Celg, no entanto, será diferente, pois a estatal já tem a rede de telecomunicação praticamente pronta, que são os cabos de energia elétrica, e, desde sua fundação, sempre manteve o caráter social.

Segundo pesquisa do IBGE, 71% dos entrevistados com computador em casa disseram que não têm acesso à internet banda larga devido ao preço do serviço. E isso se reflete em números de outra pesquisa (do Comitê Gestor da Internet). No País, hoje, 24% dos lares possuem um computador, mas em só 17% deles estão conectados à web. E desses 17%, metade ainda mantém o acesso discado, que praticamente inexiste hoje em diversas partes do mundo. Ou seja, o que se vê ainda é uma grande dificuldade de se ter banda larga em casa, um serviço que hoje não custa menos que R$ 50 por mês e, na maioria das vezes, vem atrelado ao telefone, aumentando o custo para não menos que R$ 100 mensais.

Por isso, é preciso parabenizar a diretoria da Celg pela criação da nova empresa, principalmente ao presidente Ênio Branco, que é um incansável batalhador pela Celg Telecom. A inclusão digital só atingirá o seu total objetivo quando pudermos prover acesso banda larga para todos os usuários, para que possam usufruir de todos os benefícios e recursos da internet. E a Celg será uma ponte nesta travessia para o mundo digital. E uma ponte sólida e confiável, pode apostar.

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