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Deputados repercutem convocação de Dilma Roussef

06 de Maio de 2008 às 10:43

A convocação da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, para prestar esclarecimentos perante a Comissão de Infra-estrutura do Senado da República, repercutiu junto aos deputados Helio de Sousa (DEM) e Mauro Rubem (PT). Ambos avaliaram a convocação como fato natural por entender que o Parlamento tem toda a liberdade de fazer as investigações necessárias e apresentá-las à sociedade brasileira.

“Entendo que é um fato natural a convocação da ministra; está entre as prerrogativas da comissão. O que não é natural é a resistência dela em se colocar à disposição de uma comissão importante do Congresso. A presença dela é importante, no caso de dúvidas sobre algum fato relativo ao PAC, à Comissão e à própria Casa Civil. Uma vez esclarecido, o tema deixará de ser polêmico", diz Helio de Sousa. Para ele, se a ministra não for, dará a impressão de que fez algo errado e está com medo de demonstrar que aconteceu.

“Acho que o Parlamento tem toda a liberdade de fazer as investigações e as perguntas necessárias; acredito que há muitos senadores, como é o caso desse aqui de Goiás (Marconi Perillo - PSDB), que não tem moral e não tem capacidade para fazer qualquer questionamento junto a ministra Dilma Roussef sobre gastos, principalmente o Estado de Goiás que está quebrado, precisando de ser reformado de cabo a rabo pela sua gestão”, atacou Mauro Rubem.

A Comissão de Infra-estrutura do Senado é presidida pelo senador goiano Marconi Perillo e a visita de Dilma Roussef servirá para prestar esclarecimentos sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Todavia, quanto às acusações de a ministra ter produzido um dossiê com todos os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), de sua mulher, Ruth Cardoso, e ministros da gestão tucana, e sua presença na comissão pode servir para que senadores de oposição questionem a ministra sobre o caso.

Marconi Perillo declarou que não há censura na comissão. "Quem quiser questionar a conduta ética da ministra estará livre para questionar", comenta.

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