Luis César Bueno prevê votação da reforma só em julho
"É um processo muito complexo, por isso acho que o Governo não consegue unidade na sua base para aprovar o relatório; não vejo na base do Governo a unidade política suficiente para aprovar esse projeto de forma rápida”, ressaltou o deputado petista.
Luis César Bueno acentuou que na reunião foram debatidos alguns pontos polêmicos do projeto, tais como: ação da Previdência (Ipasgo) ser absorvida pela Secretaria da Fazenda (SEfaz); a Sefaz assumir o controle do patrimônio do Estado; autonomia à Universidade Estadual de Goiás (UEG); criação de uma Central de Compras ligada à Sefaz; extinção da Agência Ambiental; extinção da Agenciarural e criação de uma estrutura de Secretaria de Estado para a Vice-Governadoria.
“Então acho que é um projeto polêmico, precisa ser discutido amplamente. O Governo tem que ter a sensibilidade de atacar os cortes nos lugares certos, para fazer com que haja realmente uma contenção de despesa e um aumento da receita; agora, o que nós não podemos permitir é o processo de degradação, de piora dos serviços públicos, que pode acarretar essa reforma administrativa”, enfatizou.
Para Luis César Bueno, os interesses afrontados, além de serem relacionados à prestação de serviços públicos, são interesses da base do Governo. “Eu faço uma previsão que esse projeto entre em julho. Faço essa previsão porque é impossível você vencer tantos obstáculos que foram construídos politicamente durante tempos”, salientou o parlamentar petista. Para ele, talvez a maior oposição a esse projeto será da própria base do Governo.