Hoje também é
* Betinha Tejota é mãe de 3 filhos, administradora de empresas e deputada estadual pelo PSB.
No mês das mães, os sentimentos ficam mais aguçados em volta daquela que é o símbolo da continuidade humana, melhor dizendo nas palavras de Cora, "renovadora e reveladora do mundo". É verdade que o dia de homenagens e reconhecimentos a elas não deve ser centralizado no segundo domingo de maio, e sim todos os dias da vida de um filho. Mas convencionou-se essa data para que aqueles que se esquecem e também pra quem jamais se olvida possam ter a certeza que toda uma sociedade reconhece a importância das mães para a existência dos homens.
Sua vida é uma missão de manter viva a tradição das famílias e cercar de sustento psicológico, emocional e físico todos aqueles que dela procedem. Uma tarefa nem sempre compatível com as aspirações da mulher, candidata natural à maternidade. Histórias de desistência de sonhos, de carreiras, de planos, tudo pra ser mãe... A mulher moderna até tem conseguido driblar os obstáculos pra conseguir viver a maternidade e conciliar a sua trajetória particular com o lar, mas pra muitas essa tarefa não é nada fácil. E aqui eu quero voltar à citação de Cora Coralina quando diz no poema Mãe, "Que pretendes, mulher? Independência, igualdade de condições...Empregos fora do lar? És superior àqueles que procuras imitar". E ela vai além e faz um confronto: "Mulher, não te deixes castrar. Serás um animal somente de prazer e às vezes nem mais isso". Certamente Cora sabia que essa conciliação realmente não é fácil, provoca desistências femininas, mas ela fala de algo que excede qualquer desejo ou aspiração até certo ponto egoísta: a emoção de ser mãe. Ainda não conseguiram mensurar qual o nível de amor que essa condição produz no coração da mulher, mas já se sabe por meio de pesquisas que o grau de insatisfação, de tristeza, atinge índices preocupantes quando elas não podem participar da gestação. Pena que, apesar de todo esse contexto maternal, algumas se conduzem criminosamente contra a sua própria geração, criando um quadro mãe-filho, (a) ou mãe-enteado (a), ou mãe-conviva, que a predisposição citada por Cora (...superior àqueles que procura imitar...) é manchada vertiginosamente, mesmo que em casos pontuais mostrados este ano em especial nos meios de comunicação.
Orgulho para os filhos, são as mães que sabem dar valor a si mesmas, considerando as habilidades que cada uma tem e que podem ser usadas para desenvolver suas carreiras e acrescentar com experiência e maturidade a maior de qualquer carreira: a profissão mãe. Só ela pode ocupar a vaga aberta por cada filho, só ela tem as qualificações físicas e cognitivas exigidas para o "cargo", só ela tem a especialização de se transformar em duas, três ou mais, quem sabe, pra defender "seu cliente" dos ataques externos dentro de limites calcados em princípios e na ética. Orgulho dos filhos são as suas mães, dedicadas ao amor, dedicadas ao trabalho, à família. Cada qual na sua prioridade de acordo com o momento e o tempo. Prioridades separadas, mas a emoção da maternidade é incomparável e arrebatadora para o pequeno coração dessas mulheres.
Parabéns mamães, autoridades vitalícias na vida de seus filhos, referência de perseverança, de superação, de vitória.