Justiça aos servidores da Caixego
Quando começamos a realizar o nosso relatório sobre a adequação de nossa Constituição Estadual à Constituição Federal, percebemos que o texto da Constituição Estadual estava muito defasado. Encontramos várias discrepâncias junto à nossa Carta Magna e que, realmente, eram necessárias várias alterações que visassem uma constituição adequada ao nosso tempo.
Foi quando percebemos que podíamos, baseado nos princípios constitucionais da igualdade, da analogia e da simetria, através deste processo de adequação, corrigir um erro histórico. O bloqueio da poupança no Plano Collor I levou várias empresas estatais do setor financeiro a serem liquidadas, entre elas a Caixego. Com a liquidação da Caixego, os direitos à estabilidade dos servidores garantidos na Constituição Estadual foram desrespeitados.
Com base no art. 8º das ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias) da Constituição Federal, que concedeu anistia aos servidores públicos federais que foram demitidos exclusivamente por motivação política ou por ato de exceção, os servidores da extinta Caixego também devem ter seus direitos observados pela nossa Constituição Estadual.
Há dois dias, fui entrevistado pelo Diário da Manhã sobre esta luta em que estamos empenhados. Respondi que estou nesta luta para corrigir uma injustiça. Acredito que todo homem público de bem deve estar na política para brigar pela justiça. Justiça no direito que os indivíduos têm. Justiça social que concede a todos as mesmas oportunidades. Justiça para aqueles que têm seus direitos prejudicados.
Os servidores da Caixego não são responsáveis por atos de determinados políticos. São homens e mulheres que trabalhavam com afinco e dedicação para sustentar suas famílias com dignidade. Foram prejudicados por um ato irresponsável de um maluco que se tornou acidentalmente presidente do Brasil. Erro que, Graças a Deus, soubemos consertar quando, através de manifestações populares, afastamos o Brasil de suas maluquices. Mas o povo goiano não pode pagar caro por algo que não tem culpa.
Conheço histórias tristes de pessoas que se suicidaram porque perderam seu chão com a extinção da Caixego. Conheço histórias de famílias, de casamentos destruídos, de sonhos dizimados, de pessoas que perderam seus bens. Mas também conheço histórias de pessoas que estão dispostas a correr atrás, a lutar pelos seus direitos e elas podem contar comigo nesta luta porque isto é justo.
Se meus pares entenderem que este acréscimo não deva estar na adequação constitucional é certo que não desistirei desta batalha. Vou utilizar de minha prerrogativa de deputado, vou apresentar uma emenda a nossa Constituição para que a justiça a estes goianos seja feita.
Quando entrei na política, pedi a Deus que me desse bandeiras que valessem a pena lutar. Entre elas encontrei a bandeira dos servidores da extinta Caixego. A bandeira da justiça que jamais vou abandonar.