Assembléia presta homenagem à imprensa esta noite
Além dos 200 anos da chegada da família real ao Brasil, este ano também marca o bicentenário da criação da imprensa no País. No dia primeiro de junho são comemorados os 40 anos da criação do curso de Jornalismo e Comunicação da Universidade Federal de Goiás e os 100 anos da criação da Associação Brasileira de Imprensa.
Para marcar a data, o deputado Júlio da Retífica (PSDB) promove hoje à noite, às 20 horas, sessão especial no Plenário Getulino Artiaga para homenagear a imprensa e jornalistas goianos com a Medalha ao Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira, que também vai ser entregue a personalidades do norte goiano.
Histórico
Mais de 300 anos após o descobrimento, a instalação da Imprensa Régia só foi autorizada quando a corte portuguesa se mudou para o Rio de Janeiro. A inauguração foi em 13 de maio de 1808. Antes disso houve, no mínimo, outras duas tentativas de exercício da atividade tipográfica - uma em 1747, no Rio de Janeiro, por Antonio Isidoro da Fonseca, e outra em 1807, em Minas Gerais. Há suposições de que tenha existido uma imprensa em Pernambuco, também em 1807, trazida pelos holandeses, mas não há comprovação por meio de impressos.
O fato é que o primeiro jornal impresso no Brasil, a Gazeta do Rio de Janeiro, só foi lançado em 10 de setembro de 1808. Antes disso, em 1º de junho do mesmo ano, passou a ser impresso em Londres o também brasileiro Correio Braziliense ou Armazém Literário.
A Gazeta do Rio de Janeiro era publicada pela Imprensa Régia e, como tudo o que se publicava, tinha o aval do príncipe regente, depois rei, D. João VI. Ou seja, passava antes pela censura.
"Apesar de dedicar seu espaço à divulgação dos decretos e informações relativas ao governo e à família real, também publicava anúncios e notícias", conta Isabel Lustosa, doutora em Ciência Politica, historiadora da Casa de Rui Barbosa e autora do livro D. Pedro I (2006; Cia. das Letras).
Diferentes tanto no formato quanto no conteúdo e periodicidade, o Correio Braziliense (mensal, enquanto a Gazeta era semanal e depois, bissemanal) se parecia mais com um livro do que com um jornal e cada edição tinha cerca de 140 páginas - a Gazeta tinha apenas quatro.
"O Correio era um jornal que tinha abertamente a intenção de incentivar a independência do Brasil", diz Cybelle de Ipanema, livre-docente e doutora em história pela UFRJ, presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro e primeira secretária do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
Veja a relação dos homenageados pela Assembléia Legislativa na sessão desta noite.
Jornalistas homenageados
Jarbas Rodrigues Júnior, O Popular
Jordevá Rosa, TV Serra Dourada
Reynaldo Rocha, Roda de Entrevista
Cassim Zaidem, TBC
Ivan Mendonça, Assembléia Legislativa e Diário da Manhã
Vassil Oliveira, Tribuna do Planalto
Euler Belém, Jornal Opção
Sueli Arantes, Jornal Hoje
João Unes, O Popular
Abadia Lima, Agecom
Altair Tavares, 730 AM
Jayro Rodrigues, Assessor de Imprensa do Governador
Alessandra Câmara, Palavra Assessoria de Comunicação
Almir Costa, TV Serra Dourada
Maria Aparecida Almeida, UEG
Tacilda Aquino, UEG
André Marques, Jornal Argumento
Elizeth Araújo, Tribuna do Planalto
Júnio Andrade de Carvalho, ASSEJOR – Associação das Empresas de Jornais e Revistas do Estado de Goiás
Goiamérico Felício Carneiro dos Santos, UFG
Rui Damásio da Silva, Diário do Norte
José Afonso Viana, UEG
Personalidades da Região Norte de Goiás
José Rodrigues Nogueira Neto, Contabilista
Paulo Silva de Jesus, Advogado
Hélio Silva Santos, Odontólogo
João Gonçalves dos Reis, Produtor e ex-prefeito de Porangatu
Bernardino da Rocha Santiago, Agrimensor e ex-vice prefeito de Porangatu
Antônio Rodrigues de Macedo, Médico
Eliomar Gonçalves Pereira, Contabilista
Nandes Ribeiro dos Santos, Produtor agropecuário
Trajano Machado Gontijo Filho, Médico e ex-prefeito de Porangatu
Vilmar Rodrigues Batista, Frei OFM.