Assembléia aprova reforma em segunda votação
Os deputados aprovaram em segunda votação, na tarde desta terça-feira, o projeto de lei que institui a Reforma Administrativa do Executivo. A matéria retorna agora para a Governadoria, onde receberá sanção do governador Alcides Rodrigues (PP).
O projeto de lei foi aprovado por maioria simples dos deputados. Deputados governistas comemoraram. Presidente da CCJ, Helio de Sousa (DEM) declarou que "a reforma vai permitir que o Governo avance na modernidade administrativa".
O presidente da Assembléia, Jardel Sebba (PSDB) disse ao líder do Governo na Casa, Helder Valin (PSDB), que a Assembléia se portou de maneira notável. "A reforma foi um projeto preciso e necessário", resume.
A oposição, em especial a bancada do PT, apresentou voto em separado contra a aprovação da matéria. O argumento é de que a extinção da Agenciarural e as mudanças na Universidade Estadual de Goiás (UEG) não são positivas. A tese é contestada pela base aliada, que aprovou por unanimidade o texto.
A fala dos parlamentares foi acompanhada por aplausos dos estudantes presentes na galeria do plenário.
O líder do PMDB, deputado José Nelto (PMDB), afirmou que só resta deixar o protesto contra o projeto do Governo. "O Governo perdeu a oportunidade de fazer a reforma que o Estado necessitava". Segundo ele, a reforma deve economizar apenas R$ 11 milhões mensais. O deputado pergunta de onde o Executivo vai conseguir R$ 39 milhões para zerar o déficit estadual. De acordo com ele, o projeto de lei que altera aspectos do executivo poderá privatizar a UEG.
"Em Goiás, o Governo está na contramão da história. A educação em Goiás vai mal. Há um clamor da sociedade para recuperar a imagem da UEG, o que ocorre na democracia, ouvindo os estudantes", afirmou.
O deputado sugeriu que a mudança de fundação para autarquia poderá levar a um processo de privatização da UEG. José Nelto avaliou que é inadmissível que a universidade funcione em prédios alugados, improvisados. O deputado Mauro Rubem (PT) disse que a reforma administrativa proposta pelo Executivo deixou uma lacuna. De acordo com ele, o projeto deve ser traduzido em realidade, pelo menos, com o retorno da Emater.
"O grande derrotado desta batalha é o povo goiano. A extinção da Agenciarural pode trazer prejuízos aos produtores rurais. O caso da UEG também é significativo. A universidade tem o papel de auxiliar no desenvolvimento e crescimento do Estado", afirmou o petista.