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Deputados divergem com relação à volta da CPMF

29 de Maio de 2008 às 09:09

Os deputados Helio de Sousa (DEM) e Mauro Rubem (PT) divergem com relação à volta da CPMF. “Sou contra o retorno da CPMF, porque, no meu entendimento, já temos uma taxação muito alta. O brasileiro paga muito imposto, e, com isso, essa CPMF é um absurdo, porque retira dinheiro do movimento diário do cidadão, daquilo que é o dinheiro dele depositado, um percentual”, frisou Helio de Sousa.

O democrata considera que o próprio Governo federal comemore a escalada da arrecadação de tributos, superando muito a expectativa, inclusive cobrindo o déficit da extinção do CPMF. "Entendo que é muito importante que possamos cerrar barreiras, lutarmos e conscientizar os nossos deputados federais e senadores para que não aceite a volta dessa tributação, que é maléfica, nociva e não tem uma finalidade muito grata”, ataca.

Helio de Sousa destaca que no dia 27, houve um movimento no Brasil para conscientizar o cidadão de quanto é nocivo uma alta tributação. Ele cita o exemplo de Belo Horizonte, onde estão comercializando a gasolina a R$ 1,30, para mostrar que o preço que se vende, tradicionalmente, de R$ 2,50, é resultado de alta tributação – 45% da questão”.

Mauro Rubem diz que é favorável à volta da CPMF, revestida agora em Contribuição Social da Saúde (CCS). “Precisamos demais de financiamento garantido para a saúde; não podemos deixar os recursos da saúde ainda escassos como estão; precisamos chegar a um patamar – hoje estamos na faixa de R$ 45 a R$ 50 bilhões do Governo federal – temos que pelo menos duplicar esse valor, por isso temos que ter uma fonte segura”, defende.

Para Mauro Rubem, a CPMF, além de ter o dinheiro destinado para a saúde, também visa um controle sobre o fluxo de dinheiro ilícito, que hoje não é contabilizado e que nem imposto tem. Para que o valor total dos impostos não aumente ainda mais, o petista defende que outros impostos sejam reduzidos ou excluídos.

“Podemos reduzir o IOF; precisamos mexer na tabela do Imposto de Renda, para ter faixas mais escalonadas, inclusive, para poder sairmos dessa arrecadação que incide principalmente sobre os trabalhadores”, conclui.

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