O impulso da Bolsa Universitária
* Wellington Valim é deputado estadual e líder do PTdoB na Assembléia Legislativa.
Recentemente um estudante me parou na rua, em Inhumas, e disse que havia acabado de se formar na universidade. Comentou que já estava com o diploma em mãos e à procura de emprego. Dei-lhe os parabéns, falei que Goiás era o Estado das oportunidades e que em breve estaria trabalhando. Foi quando ele contou um fato que me deixou sensibilizado: "Olha, deputado, eu só consegui me formar porque ganhei uma Bolsa Universitária da OVG. Se não fosse isso, só tinha terminado o segundo grau".
Fiquei, de certa forma, emocionado. Ver o sorriso e o orgulho no rosto de um jovem ao mostrar o diploma deixa qualquer um emocionado. São histórias que a gente carrega para sempre, conta para os outros. Se sente, inclusive, com uma pontinha de orgulho também. Afinal de contas, também faço parte deste governo, do Tempo Novo. De uma maneira ou de outra, dei minha contribuição, ao lado do ex-governador Marconi Perillo e do atual governador, Alcides Rodrigues, que criaram o programa em 1999.
Tenho plena ciência da importância do Bolsa Universitária, principalmente porque tenho um companheiro que trabalha diuturnamente na OVG na luta por melhorias sociais, o Luiz Otávio, coordenador-geral, mas são nestas horas que a gente vê o quanto políticas públicas eficientes são relevantes para o desenvolvimento das pessoas. Aquele jovem mudou realmente de vida. Vai ingressar no mercado de trabalho com um diploma, ter um emprego e, quem sabe, ajudar toda a família. Pode ser que vire um pesquisador, professor, doutor, alguém que também possa dar sua contribuição para melhoria de Goiás e do País.
Por isso, vejo com bons olhos os esforços do governador Alcides Rodrigues em ampliar o programa. Recentemente, ele entregou, ao lado da primeira-dama e presidente da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), Raquel Rodrigues, mais duas mil novas bolsas a estudantes de baixa renda. E prometeu, ainda para o segundo semestre deste ano, a entrega de outras duas mil. Serão mais quatro mil universitários que logo logo vão exibir seus diplomas com sorriso e orgulho estampados no rosto.
E, desde 1999, já são pelo menos 70 mil estudantes beneficiados, que puderam freqüentar os bancos universitários de maneira subsidiada - o programa banca até 80% do valor da mensalidade, no limite máximo de R$ 200. Isso faz uma diferença gigante em um Estado como o nosso. Ajuda a fazer de Goiás não só uma região produtora de alimentos, mas também exportador de produtos manufaturados, como veículos, remédios e máquinas.
Investimento em educação é a saída, mas sem esquecer também dos gastos com a universidade pública. A Universidade Estadual de Goiás já é uma das maiores do País. E também foi alavancada durante o Tempo Novo, pelas mãos de Marconi e Alcides. Hoje, a UEG tem mais de 32 mil alunos espalhados em 41 cidades no Estado. É a oitava maior universidade brasileira e a segunda entre as estaduais do País - perdendo somente para a Universidade de São Paulo.
Um Estado só será melhor a partir do momento em que se investir em educação. Isto é fato. Goiás e o País precisam de mais pesquisadores, doutores, mestres, professores. Necessita continuar alavancando o crescimento, investindo em pesquisa, na ciência, em descobertas. Só assim vamos deixar, de vez, este estigma de terceiro mundo e estar lado a lado com as economias de ponta.