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Comissão de Meio Ambiente discute combate a queimadas

03 de Junho de 2008 às 09:55
Presidente da comissão de Meio Ambiente da Assembléia, Vanuza Valadares quer adiantar as discussões sobre como evitar queimadas neste período de seca no Estado. Focos de incêncio já são encontrados em lotes e beira de estradas. Goiás ocupa a 13ª posição no País no ranking de queimadas.

Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa, Vanuza Valadares (PSC) planeja discutir as queimadas no Estado de Goiás antes que elas avancem. “Ano passado realizamos um amplo debate sobre a preservação do cerrado, que passa pela prevenção das queimadas. Este ano devemos novamente discutir o assunto”, comenta. A data ainda não está marcada, mas a parlamentar garante que deve ser agendada para logo.

Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros de Goiás (CBMGO) já registra focos de incêndios. A seca já chegou e nos últimos 10 dias de maio, foram registradas 32 ocorrências em vegetação da Capital, a maior parte em lotes baldios. A atual época do ano é propícia para o fogo, cuja ocorrência continuará iminente ao menos até outubro, quando acaba o período de seca nas áreas de Cerrado.

Nos últimos dois anos, houve aumento no número de ocorrências de incêndio em vegetação em Goiás. Em 2006, o Corpo de Bombeiros registrou 2.266 chamados em todo o Estado. Em 2007, este número saltou para 4.545 ocorrências. O mês campeão de incêndios foi agosto, com 1.056 focos, seguido por setembro com 959.

De maio à novembro, o CBMGO desenvolve a operação Cerrado Vivo. As ações visam a prevenção, controle e extinção de incêndios em vegetação nas reservas ecológicas, outras unidades de conservação, bem como, nas margens de rodovias no território goiano no intuito de preservar a fauna e flora, evitando acidentes automobilísticos, danos às pessoas e ou seu patrimônio.

A principal dica para a população é tomar o máximo de cuidado com qualquer objeto que provoque. Os incêndios em vegetação comprometem a qualidade do ar porque a fumaça não consegue se dissipar devido a falta de ventos e chuvas. Além disso, os incêndios favorecem processos erosivos, afetam diretamente a fauna, reduz e extingue cursos d'água e reduz a umidade do ar.

A primeira providência para evitar incêndios é a conscientização do perigo e a mudança de hábitos e costumes das pessoas. Existem evidências de que latas de cerveja e refrigerantes, papel alumínio de maços de cigarros, e até certos tipos de plástico, podem funcionar como lupa, concentrando os raios solares e provocando incêndios.

Ranking

Goiás ocupa a 13º posição no País no ranking de queimadas. O dado compõe um dos itens da pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2008 (IDS), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a partir de dados reunidos por várias instituições e divulgada na quarta-feira (4). Conforme o estudo, o Estado desceu da incômoda 5ª posição em número de queimadas, em 1998, para o 13º lugar, em 2006. Os maiores números de focos de incêndio estão no Pará, Mato Grosso e Maranhão, Estados que compõem a Amazônia Legal.

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