Construindo a paz
* Adriete Elias é deputada estadual (PMDB)
"A não-violência não é uma qualidade a ser desenvolvida ou expressa sob encomenda. É um crescimento interno, cuja subsistência depende do intenso esforço individual" , Mahatma Gandhi.
Para construir a paz, primeiramente é preciso que cada um de nós aprendamos a controlar a ação violenta que promovemos contra nós mesmos, dentro de nossos lares contra nossos familiares, amigos, no trânsito e na vida. Em todas nossas atitudes temos que nos autodisciplinar para a vivência da paz. Ninguém promove a paz na sociedade se não for antes um ser da paz.
Vivemos hoje uma sociedade carente de paz, carente de segurança e mergulhada na violência. O que impera é a lei do que saca mais rápido a arma, seja ela bélica ou impositiva pelo poder econômico, político, poder paralelo, poder de corrupção e impunidade. São tantos os mecanismos de geração de violência na sociedade. A falta de estrutura familiar, dos valores morais e éticos, de educação, saúde, moradia, dignidade humana, respeito, trabalho, policiamento, segurança, salário digno.... Tudo que impede o ser humano de crescer como pessoa é uma forma de violência.
O pior de tudo é constatar que a violência superou os limites. Que governo e entidades de classes buscam juntos, desesperadamente, uma saída para amenizar a falta de paz. A Ordem dos Advogados do Brasil está desenvolvendo em cada Estado da União um trabalho com vários segmentos da sociedade chamado de Movimento Brasil Contra Violência. O objetivo é propiciar às entidades parceiras uma reflexão e ação sobre o problema enquanto fenômeno social e complexo. Em cada Estado será criado um comitê formado por instituições e autoridades representativas do povo, como o Ministério Público, deputados estaduais, ONGs e associações de defesa dos direitos humanos. Em Goiás, será realizado entre os dias 12, 13 e 14 de agosto o 1º Fórum Estadual Contra a Violência, promovido pela Ordem, para eleger o comitê e apresentá-lo à população.
A iniciativa promovida pela OAB é digna de aplauso, sobretudo porque leva em consideração que a violência é um problema de ordem social e, portanto, a discussão de soluções para combatê-la deve envolver a sociedade como um todo. A principal saída para a erradicação da violência encontra-se no respeito ao indivíduo, no resgate de valores humanos como o amor ao próximo, a tolerância, o altruísmo, que infelizmente hoje parecem ter sido perdidos em meio a grande inércia que nos move nas cidades.
Nesse embate entre a paz e a violência, é preciso que cada um de nós se torne um agente que, engajado pela filosofia de um mundo melhor, possamos lutar para viver harmoniosamente e unidos por nossas diferenças de credos, cor, etnias etc. Eu acredito na paz. Eu sou agente construtivo da paz.