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Emater, o reencontro com o desenvolvimento rural

23 de Junho de 2008 às 10:03
A importância da reativação da Emater para o desenvolvimento rural sustentável no Estado é opinião do deputado Iso Moreira, PSDB. Ele discorre sobre a retomada das atividades da empresa em artigo publicado no jornal "Diário da Manhã", edição de 22.06.2008.

* Iso Moreira é deputado estadual pelo PSDB.

"Contribuir, de forma educativa e participativa, para o desenvolvimento da agricultura, para o desenvolvimento rural sustentável e para a promoção da cidadania e da qualidade de vida da população rural". Este é o postulado que fundamenta a existência da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural, existente em diversos Estados brasileiros e que agora poderá ser reativada em Goiás por iniciativa do governador Alcides Rodrigues, por sugestão da bancada aliada na Assembléia Legislativa.

Os produtores familiares e suas organizações, as entidades representativas do setor agropecuário e os servidores públicos agrícolas encontram-se na expectativa da reativação da Emater, depois que a Agenciarural foi incorporada à Secretaria de Agricultura e Pecuária.

O deputado Helder Valin, líder do governo na Assembléia Legislativa, propôs uma emenda para que o governador do Estado retire a liquidação da Emater-GO. A proposta é plenamente aceita por todos os segmentos que vinham defendendo a permanência da Agenciarural. Aliás, para ser franco, a idéia de reativação encontra mais guarida, porque se trata de uma empresa que sempre foi bem-aceita por todas as famílias do campo desde a sua criação, há mais de 49 anos.

A Emater tem uma história fantástica tanto em Goiás como nos demais Estados brasileiros. E não poderia ser diferente. A aproximação de seus técnicos e demais servidores com os agricultores familiares é inigualável. E também interessante: os extensionistas e pesquisadores se sentem bem no cumprimento dessa missão. Lembra muito do clínico geral que se aproxima do paciente. Bate-papo com o produtor e seus familiares, culminando em uma amizade duradoura, de confiança e de profissionalismo.

Hoje, o espólio da Emater ficou à disposição das atividades de extensão rural e pesquisa, responsável pelo atendimento de mais de 120 mil famílias de agricultores, 500 mil trabalhadores rurais, cerca de três mil servidores do setor público agrícola, de lideranças políticas, de duas mil organizações ligadas ao meio rural, 15 mil agrônomos e técnicos agrícolas, cinco mil veterinários e zootecnistas, entre outros parceiros públicos e privados.

Quero, ao destacar o artigo publicado no DM por Mauro César Rodrigues, presidente do Sindiagri – Sindicato dos Trabalhadores do Setor Público Agrícola do Estado de Goiás –, que é grande a expectativa de toda a sociedade goiana em torno da reativação da Emater. O sindicalista defende, como nós, uma instituição moderna, competente, comprometida com o desenvolvimento do agronegócio, que atenda à sociedade através de uma assistência técnica e extensão rural efetiva aos agricultores familiares e indutora de tecnologias adaptadas, inovadoras e lucrativas aos pequenos, médios e grandes produtores deste Estado, mediante parcerias públicas e privadas.

A Emater sempre foi uma instituição parceira das prefeituras municipais no desafio de promover o desenvolvimento rural. A partir de negociações, em cada município se estabelece, de forma conjunta, um plano de
trabalho integrado, que identifica as atividades a serem desenvolvidas,
seus responsáveis, as etapas de execução e metas a serem alcançadas.

A Emater elabora, na sua trajetória histórica, sua programação de trabalho com base na realidade municipal, nas diretrizes do governo, nos cenários e tendências socioeconômicas, nas negociações da instituição com as comunidades e lideranças municipais, sob a coordenação das equipes de extensionistas regionais e supervisão das gerências estaduais.

As prefeituras municipais têm participação destacada e se constituem nas principais parceiras. É com elas que são construídos os planos de trabalho integrados, nos quais se negociam as principais atividades a serem realizadas.

É grande, portanto, a expectativa do próximo passo do Palácio das Esmeraldas. O bom senso e o reconhecimento de valorização do setor rural vão falar mais alto, e, certamente, teremos de volta a Emater-GO.

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