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Goiás, terra de oportunidades

08 de Julho de 2008 às 10:05
O crescimento de Goiás na área industrial, a abertura de novos empregos, a melhoria da qualidade de vida da população, os incentivos fiscais. O contexto econômico do Estado é tema de análise do deputado Padre Ferreira. (Jornal Diário da Manhã, 08.07.08).

* Padre Ferreira é deputado estadual e líder do PSDB na Assembléia Legislativa.

Goiás vive um momento de pujança sem igual na economia. Nos últimos dez anos, o Estado duplicou o número de indústrias – passou de 6.732 estabelecimentos em 1996 para 13.061 em 2006, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Poucos lugares no País deram um salto tão grande em uma década. O número de empregos quase dobrou no mesmo período – de 108.669, em 1996, para 201.859 postos de trabalho.

Olhando os números um pouco mais atrás, verifica-se que Goiás vem numa escalada de industrialização que teve início ainda nos anos 70, mesmo que de forma bastante tímida na época. Em 1970, a participação industrial no PIB goiano era de irrisórios 5%. Em 2000, segundo o último Censo do IBGE, passou para 32,5%. Com isso, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que mede a qualidade de vida da população, aumentou 82% no mesmo período – de 0,431 para 0,786. O IDH leva em conta benefícios como acesso à saúde, educação, asfalto, rede de esgoto, telefonia.

E o IDH acompanhou o desenvolvimento de Goiás não apenas pelo fato da geração de riquezas, mas também pelos investimentos públicos. Só nos últimos dez anos, o Tempo Novo fez mais asfalto nas estradas goianas que todos os outros governos juntos. Foram mais de R$ 1 bilhão investidos na malha viária interestadual, sem falar nos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família e o Salário Escola.

É uma mudança de realidade considerável. Goiás migra parte do Produto Interno Bruto (PIB) para a cidade, mas não abandona o campo. Nós ainda somos um dos maiores produtores de grãos do País, principalmente no que se refere à soja, algodão e milho – sem falar na recente explosão do etanol, feito a partir da cana-de-açúcar. Temos ainda o quarto lugar na criação de gado de corte e o quarto na produção de leite.

Mas também estamos com raízes fortes na industrialização. O pólo farmacêutico de Anápolis é um dos maiores do Brasil e produz medicamentos que atendem não só o Estado, mas também até o exterior. Temos indústrias de automóvel, máquinas agrícolas e até fertilizantes, que outrora eram trazidos de outros centros, como São Paulo e Rio de Janeiro. É bom lembrar ainda do setor alimentício, que lidera o número de indústrias instaladas.

Só nos últimos oito anos, segundo dados da Secretaria de Indústria e Comércio (SIC) de Goiás, foram investidos no Estado mais de R$ 22 bilhões em projetos de indústrias. É dinheiro que gera renda, desenvolvimento, emprego, divisas e impostos. É por isso que pessoas de todas as partes do País chegam a Goiás todos os dias em busca de oportunidades.

E tem mais. Se o desenvolvimento industrial já está em ritmo rápido, a tendência é pisar fundo no acelerador. Segundo a SIC, a grande arrancada de Goiás vai ser de 2010 a 2015, quando se deve implantar o que já está projetado. Até 2012, o setor industrial deve duplicar o PIB goiano. De 1999 até hoje, o Produzir, programa de incentivo fiscal, já recebeu 1.360 projetos. Deste total, apenas 400 estão implantados. O restante será colocado em prática nos próximos anos.

A nossa competitividade é exemplo para o País, tanto no campo quanto nas cidades. É por isso que Goiás não pára de avançar, de quebrar recordes, de gerar empregos, de aumentar o PIB. E vai continuar assim por muito mais tempo, pois o Estado deixou para trás a cultura do pessimismo, da inferioridade. Passou a pensar grande, em investimento, expansão, riqueza. Por isso, Goiás é um Estado melhor a cada dia.

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