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Assembléia sedia discussão sobre uso de anabolizantes

17 de Julho de 2008 às 11:44
Representantes dos conselhos estaduais de Farmácia, Educação Física, Medicina, Medicina Veterinária, Farmácia Magistral e da seção estadual da Anvisa discutiram na Assembléia formas de inibir a venda ilegal e o consumo indevido de anabolizantes em Goiás. A iniciativa foi da deputada Adriete Elias, do PMDB.

Um debate sobre a venda ilegal e uso indevido de anabolizantes foi realizada na manhã desta quinta-feira, na Assembléia Legislativa, promovida pela pela deputada Adriete Elias (PMDB). O objetivo da discussão foi encontrar  formas de inibir a venda desses produtos em Goiás.

Coordenado pela própria deputada, o encontro contou com as presenças de presidentes ou representantes dos conselhos estaduais de Farmácia, Educação Física, Medicina, Medicina Veterinária e de Farmácia Magistral, além de representantes da seção estadual da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa.
 

A parlamentar abriu o debate relembrando o recente caso ocorrido em Catalão, onde o jovem Julieber Costa dos Santos, de 26 anos, sofreu parada cardiorrespiratória e morreu após ter utilizado o produto para engorda de animais, um tipo de anabolizante de utilização proibida em seres humanos. O fato teve repercussão nacional.

Fatos como este motivaram projeto de lei apresentado pela deputada, em que é prevista a afixação de placas de advertência sobre o uso inadequado de anabolizantes e suas conseqüências para a saúde do ser humano, em academias de ginástica, clubes esportivos e similares.

Críticas e sugestões
A idéia foi criticada pelo representante do Conselho Regional de Medicina, Salomão Rodrigues Filho. Segundo o médico, essa placa serviria como um incentivo aos praticantes de academia e não como advertência. Adriete Elias adotou então uma nova abordagem, acrescentando a idéia da aplicação de imagens das consequências do uso indevido de anabolizantes, mostrando como o resultado final pode ser desastroso para o ser humano.

O trabalho da Vigilância Sanitária também foi debatido na reunião, segundo a representante da Agência de Vigilância Sanitária, Tânia Vaz. Segundo ela, o que deve ser feito é aumentar o controle sobre esse tipo de material e tornar a fiscalização do seu uso mais rigorosa. “Esses produtos são medicamentos e por isso são regulamentados" afirma ela.

Já o
representante do Conselho Regional de Educação Física, Rubens Silva, defendeu a exigência de que toda academia deve contar com a atuação de profissional da área. Muitas dessas academias funcionam sem alvará, de forma ilegal e sem respeitar as normas impostas pelo Conselho, o que pode facilitar o uso de anabolizantes nesses estabelecimentos, diz Rubens Silva.

“O Conselho Regional de Educação Física pediu ajuda à Vigilância Sanitária Municipal para ajudar na fiscalização das academias e evitar o funcionamento ilegal desses estabelecimentos”, explicou. 
Todos os presentes concordaram em que o problema da venda ilegal de anabolizantes e seu uso indevido podem ser contidos, o que pode ser melhor fiscalizado através da criação de um disque denúncias.

Disque-denúncia
Junto a isso uma campanha deverá ser realizada para incentivar a população a cooperar com os órgãos responsáveis pelo combate, o que poderá ser facilitado através da implantação de um telefone tipo "disque-denúncia".

A deputada diz que é necessário investir também nas informações sobre os danos físicos causados pelo uso de anabolizantes, entre elas a informação de que o uso dessas substâncias causa impotência sexual. Adriete Elias observa ainjda o fato de que a maioria dos consumidores é de homens e isso pode amplificar o impacto e o resultado da medida.

Ao final a parlamentar avaliou que a reunião foi bastante positiva e afirmou ter traçado uma linha de combate à venda ilegal e ao consumo indevido de anabolizantes.

Estiveram reunidos com a deputada os representantes do Conselho Regional de Educação Física, Rubens dos Santos da Silva; do Conselho Regional de Veterinária, Dr. Paulo Cezar Elian; Conselho Regional de Farmácia, Dra. Luciana Caliu;  Conselho Regional de Medicina, Dr. Salomão Rodrigues; da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais, Dr. José Borges, além da representante da Superintendência Estadual de Vigilância Sanitária, Drª Tânia Vaz.

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