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Fim da taxação sobre o agronegócio e situação da Saneago dominaram os debates na sessão ordinária desta quarta-feira, 25

25 de Fevereiro de 2026 às 18:01
Crédito: Maykon Cardoso
Fim da taxação sobre o agronegócio e situação da Saneago dominaram os debates na sessão ordinária desta quarta-feira, 25
Sessão ordinária

A sessão ordinária da tarde desta quarta-feira, 25, realizada de forma presencial, no Plenário Iris Rezende, foi oportuna para a abordagem do desempenho do Governo Estadual tanto no Pequeno Expediente quanto na Ordem do Dia. Na abertura dos trabalhos, foi lido o projeto de lei da Governadoria que extingue a cobrança tarifária ao agronegócio, que é destinada ao Fundeinfra. O processo foi encaminhado para análise da Comissão Mista, reunião esta que ocorreu após as 18 horas.

Taxa do agro é um dos temas do Pequeno Expediente

No Pequeno Expediente, o deputado Clécio Alves (Republicanos), primeiro a se manifestar, voltou a criticar o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), enfatizando ter protocolado, junto à Câmara Municipal, pedido de impeachment do mandatário.

Em seguida, o deputado Paulo Cezar (PL) comentou o cenário eleitoral em Goiás e falou da repercussão do anúncio de sua mudança de partido – o deputado já havia anunciado que retornará ao Movimento Brasil Democrático (MDB), partido que integrou no início da sua trajetória política. Ele apontou o legado de grandes políticos goianos como uma das razões para mudar de agremiação.

A parlamentar petista Bia de Lima se disse contente em poder votar o fim da “taxa do agro” e da medida que cancela multas a produtores rurais relacionadas à Guia de Trânsito Animal (GTA). Ela ressaltou, ainda, que seguirá demandando o fim do desconto de 14,25% para servidores aposentados.

Amauri Ribeiro (UB) contestou a fala da deputada. Sobre os idosos, evocou casos envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Sobre a “taxa do agro”, disse ser “uma grande felicidade ver isso extinto, inclusive para o governador Caiado. Vamos comparar com o que o PT tem feito pelo agronegócio. O Plano Safra só existe no papel”, declarou.

Cristóvão Tormin (PRD) falou da moção de repúdio à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que apresentou por causa do aumento de preços das passagens de ônibus no Entorno do Distrito Federal. Como alternativa, propôs a criação de um consórcio envolvendo os governos Federal, de Goiás e do Distrito Federal.

Já o deputado Virmondes Cruvinel (UB), a seu turno, se solidarizou com os cidadãos do município de Jussara, que, nos últimos dias, vêm sofrendo com temporais e enchentes. “Várias famílias perderam seus lares, [há] pessoas desabrigadas”, contextualizou, relatando que, com o presidente Bruno Peixoto (UB), mobilizou autoridades para ajudar a população prejudicada.

Deputados comentam cenário político estadual e federal

Na Ordem do Dia, Major Araújo (PL) relatou estar sendo processado pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). O processo, disse, se deve a uma crítica feita por Araújo, em seu podcast, sobre a candidatura de Caiado à Presidência da República. O deputado, além disso, defendeu que o PL lance candidatura independente ao Palácio das Esmeraldas.

Ao retornar ao púlpito, Clécio Alves se disse solidário à Ana Paula Rezende, filha do ex-governador Iris Rezende, criticada desde que anunciou a sua desfiliação ao MDB e filiação ao PL. Alves ressaltou ter sido filiado ao MDB durante 17 anos, para ficar próximo de Iris Rezende, e colocou que seguirá sendo “irista” em qualquer partido que esteja.

Paulo Cezar, na sua segunda fala, cobrou agilidade nos trâmites para a compra de uma ambulância para o município de Iporá.

Amauri Ribeiro reforçou suas críticas ao Governo Federal, acusando a atual gestão de ser “recordista nos gastos do cartão corporativo” e ressaltando o movimento Acorda Brasil, que é da direita no espectro político e terá evento nacional no dia 1º de março.

Saneago e atuação do Governo Estadual dominam parte final da sessão

Os deputados Mauro Rubem (PT) e o líder do Governo na Alego, Talles Barreto (UB), discordaram sobre o significado da possível parceria público-privada envolvendo a Saneago, tema de audiência pública realizada ontem no Parlamento Estadual. Rubem observou que esse tipo de parceria significa privatização, posicionamento contestado por Barreto, que frisou que a empresa continuará sendo estatal.

O petista afirmou que a Saneago atende 98% da população goiana, levando água tratada a 216 municípios e atendendo a três em cada quatro com rede de esgoto, dados que demonstrariam a capacidade de universalização do atendimento no prazo de até 10 anos, conforme previsto na legislação. Barreto declarou que a oposição “sofre de dor de cotovelo” pelas conquistas alcançadas pela situação, como o cancelamento de multas a produtores rurais.

Antônio Gomide (PT) ecoou o ponto de vista do seu colega de partido e apontou a privatização da Companhia Energética de Goiás (Celg) como um caso problemático. “Tanto faz se for Celg, Enel, Equatorial, a população, o agropecuarista e o cidadão comum têm reclamado, ao passo que se a gestão estivesse nas mãos do Estado, como um serviço social, pelo menos os deputados poderiam fazer um debate para valorizar a companhia”, sustentou.

Agência Assembleia de Notícias
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