Casa de Leis inaugura vernissage sobre trabalho com refugiados na África
A Assessoria Adjunta de Atividades Culturais, em parceria com o gabinete da deputada Vivian Naves (PP), realizou, na tarde desta terça-feira, 7, o vernissage “A coragem de viver: Dzáleka África”. A mostra reúne fotografias e relatos da cirurgiã-dentista Rachel Di Batista Caminha, resultado de sua participação em ações humanitárias em um campo de refugiados no continente africano. A abertura oficial foi realizada no saguão do Palácio Maguito Vilela, onde ficará exposta até o dia 22 de abril.
O vernissage apresenta, por meio de imagens e narrativas, vivências relacionadas a contextos de vulnerabilidade, evidenciando histórias de resistência e dignidade. O objetivo é propor reflexão sobre empatia, solidariedade e responsabilidade social. As fotografias revelam o encontro entre profissionais voluntários da saúde e pessoas que, mesmo afastadas de suas origens, continuam a acreditar na vida. “São imagens que falam sobre cuidado, empatia e esperança. Sobre o poder de servir e ser transformado”, frisou Caminha.
De acordo com a artista, a experiência retratada ultrapassa a perspectiva assistencial. “Na verdade, somos nós que mais recebemos”, afirmou e apontou o impacto do contato com diferentes realidades. Mais do que uma mostra fotográfica, a exposição é apresentada como “um testemunho sensível de uma vivência profunda”, realizada no âmbito do projeto Fraternidade sem Fronteiras, iniciativa que reúne profissionais voluntários em ações voltadas à assistência humanitária.
Com curadoria da própria autora e participação de Natália Vizza, a exposição também destaca o papel de ações cotidianas e a contribuição individual na promoção de mudanças sociais.
Chefe da Assessoria Adjunta de Atividades Culturais, Emiliana Pereira observou a importância da exposição ser sediada na sede do Poder Legislativo e ressaltou o apoio da Casa de Leis em eventos culturais. Além disso, ela explicou que cada fotografia continha um QR Code, com informações sobre o momento desta e o personagem retratado, contextualizando o momento a uma realidade específica. A servidora pontuou, ainda, que por meio do QR Code, os visitantes poderiam realizar doações ao programa de ação humanitária. Por fim, a chefe da assessoria agradeceu à artista pelo trabalho, por sua “existência e resistência em ajudar uma causa que é tão inviabilizada”.