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Audiência pública, realizada na Assembleia Legislativa, discute funcionamento da Maternidade Célia Câmara

16 de Abril de 2026 às 17:00
Crédito: Sérgio Rocha
Audiência pública, realizada na Assembleia Legislativa, discute funcionamento da Maternidade Célia Câmara
Audiência pública "SOS Hospital Municipal e Maternidade Célia Câmara"

A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) sediou, na tarde desta quinta-feira, 15, audiência pública para discutir a situação dos servidores do Hospital Municipal e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia. O encontro foi presidido pelo deputado Mauro Rubem (PT), na Sala das Comissões Júlio da Retífica do Parlamento goiano. Um dos temas em pauta foi o atraso salarial de mais de 400 trabalhadores da unidade. 

Além de Mauro Rubem, na presidência dos trabalhos, compuseram a mesa a 1ª secretária-geral do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás (SindSaúde-GO), Sirley Braga Filho Pires; o presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Goiás (Sieg), Dionne Hallyson Silva de Siqueira; o enfermeiro assistencial de UTI, Junior Aparecido Nunes; e o presidente da Associação do Samu do Estado de Goiás, Jeferson Ferreira. 

Durante a reunião, servidores fizeram críticas à gestão da unidade de saúde. A técnica em enfermagem Angélica Cristina da Silva afirmou que a situação afeta o trabalho e a vida pessoal dos profissionais. Segundo ela, a falta de pagamento compromete condições básicas e impacta o desempenho no atendimento. A servidora também questionou a troca de organizações sociais responsáveis pela administração da unidade e a aplicação de recursos.

Outra servidora, Iane Francisco Santiago, relatou problemas na estrutura da maternidade. De acordo com o depoimento, há falhas no funcionamento de equipamentos, como o ar-condicionado das salas de cirurgia, além da ausência de espaços adequados para refeições dos funcionários e poucos profissionais para a alta demanda. “Estamos enxugando o suor do médico durante a cirurgia para evitar contaminação, porque o ar-condicionado não funciona. Estamos vivenciando uma situação insalubre”, afirmou.

Josy Ellen Peixoto Lima, também servidora da Maternidade Célia Câmara, relatou que uma ala inteira e também leitos de terapia intensiva estão desativados na unidade.  Segundo ela, esses leitos poderiam estar sendo utilizados para atender à demanda crescente, enquanto diversas gestantes permanecem na fila de espera aguardando a liberação de vagas.

O deputado Mauro Rubem defendeu a regularização dos pagamentos como medida para resolver a situação e afirmou que representantes de organizações sociais foram convidados para a audiência, mas não compareceram. Ele também criticou o modelo de gestão adotado pela administração municipal. “Esse é um modelo que destrói vidas e coloca a população em risco, porque, nesse momento, além dessas pessoas estarem aqui sem receber, nós temos uma maternidade importante com o atendimento comprometido”, disse.

O parlamentar declarou ainda que pretende acionar órgãos de controle, como tribunais de contas, para cobrar providências e garantir o funcionamento da maternidade. O deputado encerrou a audiência convocando os servidores para um novo ato na próxima quarta-feira, 22, em frente ao Ministério Público do Trabalho (MPT), com o objetivo de cobrar providências em relação à situação do Hospital Municipal e Maternidade Célia Câmara. 

Agência Assembleia de Notícias
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