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Violência

07 de Agosto de 2008 às 11:03
Os índices de violência no Estado tem preocupado os parlamentares. Betinha Tejota (PSB) cobra posição do Legislativo.

Citando dados como o número recorde de assassinatos em Goiânia desde 2000, culminando com a morte da inglesa Cara Marie Murke, a deputada Betinha Tejota (PSD) exige uma manifestação urgente na busca de soluções em favor da segurança da população.

O assunto também preocupa o deputado José Nelto (PMDB), presidente da  Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa. Por isso, José Nelto propõe a criação de comissão suprapartidária para cobrar das autoridades competentes a solução para problema.

A deputada Betinha Tejota levantou o assunto na tribuna da Assembléia Legislativa esta semana. Segundo ela, o Legislativo Goiano não pode passar ao largo do problema que aflige a capital hoje, o aumento crescente da violência urbana, sobretudo envolvendo crianças e jovens.

Segundo ela,
"fatos estarrecedores como homicídios violentos, tentativas de homicídios, estupros e tráfico de drogas que atingem todas as camadas sociais. Embora as autoridades policiais estejam atentas na elucidação dos casos, é necessário haver uma ação conjunta do Legislativo e um corpo de especialistas composto por psicólogos, educadores, conselhos tutelares, médicos, magistrados, Ministério Público, Polícias Civil e Militar para discutir esta questão que vem surpreendendo negativamente a sociedade goiana. Infelizmente Goiás está ocupando lugar de destaque na mídia nacional e internacional com este lamentável e grande problema.

Dados Estatísticos apontam que somente nos sete primeiros meses deste ano, até o dia 26 de julho, aconteceram 251 assassinatos. trata-se de recorde desde o ano de 2000, contra 315 assassinatos em todo o ano de 2007, ou seja, são 35 por mês. Outros crimes inaceitáveis como estupro de crianças, tortura infantil e latrocínios, na maioria motivados por uso de droga pela vitíma ou autor, empurram para cima os números.

"A Assembléia deve se posicionar para evitar que nosso Estado seja visto como terra sem lei, sem prevenção aos crimes e de pessoas truculentas. Quando em verdade somos um povo que se destaca na economia de exportação, de grandes centros de medicina e do comércio que atrai mais e mais investidores. Um Estado tão maravilhoso e promissor não pode conviver com estes acontecimentos que amargam as famílias goianas e maculam a imagem de Goiás".

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