Mauro Rubem defende fim da escala 6x1 em pronunciamento na Alego
O deputado Mauro Rubem (PT) criticou propostas contrárias à redução da jornada de trabalho durante o Pequeno Expediente da sessão ordinária híbrida da manhã desta quinta-feira, 21. Segundo o parlamentar, o debate sobre o fim da escala 6x1 é uma pauta importante para os trabalhadores brasileiros, principalmente diante das mudanças nas relações de trabalho e do aumento da informalidade.
“Está colocada uma questão importante, inclusive para os jovens, que é justamente o debate que está acontecendo no Brasil sobre a redução da jornada de trabalho. O Brasil é um dos poucos países que ainda mantém uma jornada de 44 horas semanais”, afirmou.
O deputado criticou a apresentação de uma contraproposta assinada por cerca de 180 deputados federais, entre eles dez parlamentares goianos, que, segundo ele, permitiria ampliar a carga horária semanal para até 52 horas.
Rubem também explicou os impactos da escala 6x1 na rotina dos trabalhadores. “A pessoa trabalha seis dias seguidos e vai revezando apenas um dia de descanso, muitas vezes em dias diferentes da semana, o que impede até que ela organize sua vida pessoal e o próprio descanso.”
Durante o discurso, o parlamentar afirmou que, apesar dos avanços tecnológicos e do aumento da produtividade nas últimas décadas, os trabalhadores não tiveram redução proporcional da carga horária. “Isso é a ideia que a direita tem para explorar a classe trabalhadora e retirar direitos históricos já conquistados”, criticou.
Mauro Rubem aproveitou o pronunciamento para criticar medidas aprovadas no Congresso Nacional relacionadas ao meio ambiente. Segundo ele, a redução de áreas de preservação ambiental no país representa mais um ataque aos biomas brasileiros e contribui diretamente para o agravamento dos extremos climáticos.
Equatorial
Rubem também afirmou que os trabalhadores da empresa Equatorial Energia acumulam perdas salariais recentes e criticou o modelo de gestão da concessionária. Segundo o parlamentar, a empresa atualmente está subordinada a fundos internacionais de investimento, o que, na avaliação dele, intensifica a busca por lucro e reduz investimentos no serviço. “Quanto menor o gasto, maior o lucro. E o gasto aqui envolve salário, contratação de trabalhadores e manutenção da rede”, declarou.
O deputado disse que a redução de equipes e a falta de reposição de materiais têm dificultado o atendimento à população, especialmente durante os períodos de chuva e em regiões rurais do Estado. Segundo ele, em muitos casos equipes precisam ser deslocadas de Goiânia para atender ocorrências em municípios distantes, aumentando o tempo para restabelecimento da energia. Mauro Rubem voltou a criticar a privatização da antiga Celg e defendeu que o Governo Estadual cobre mais investimentos e melhorias da concessionária responsável pelo serviço em Goiás.