Grampo
“Isso aí que estão fazendo, na minha concepção, é terrorismo”. A afirmação é do deputado Nilo Resende (DEM), ao ser questionado sobre as ações da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), de colocar grampos telefônicos no Supremo Tribunal Federal (STF) e até na presidência do Senado da República. Ele vê constrangimento nessas ações, até mesmo para intimidar o Poder Executivo e o Parlamento, sobretudo em nível estadual.
O democrata entende que a privacidade, conforme a Constituição, é um direito de qualquer cidadão comum. “E cumprir a Constituição no que diz respeito a privacidade é interessante”, frisou o deputado, acrescentando que pode até repensar o político, “porque muitas das vezes companheiros e amigos cobram coisas que muitas das vezes saem fora da legalidade, mas a gente não pode estar constrangendo ninguém”, salientou.
Para Nilo Resende, o que se deve mesmo fazer para fiscalizar todos os políticos e todos que de uma certa forma estão sendo investigados pela Justiça, é abrir suas contas bancárias, declaração de rendas etc.. “Acho que a vida de quem mexe com política deveria ser mais escancarada, mas não nesse nível de constrangimento. Da maneira que estão procedendo, na minha concepção, é terrorismo”, concluiu.