Só meia hora
Está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembléia Legislativa projeto do deputado licenciado e secretário estadual de Saúde, Helio de Sousa (DEM). A sua iniciativa prevê que, durante o horário de verão, os relógios sejam adiantados em apenas 30 minutos.
Esta não é a primeira iniciativa para abrandar a mudança de horário. O Governo do Estado há alguns anos altera o horário de funcionamento de seus órgãos para compensar o horário alterado. Durante o governo de Marconi Perillo foi solicitado, por várias vezes, ao então presidente Fernando Henrique Cardoso a retirada do Estado de Goiás da relação dos estados abrangidos pelo horário de verão.
Os contrários à medida argumentam que a mudança no horário causa mais transtornos do que benefícios, especialmente aos trabalhadores e aos estudantes. Outro argumento reside na disposição geográfica de Goiás que, exposto à intensa luminosidade do Planalto Central, não economizaria o suficiente para justificar os transtornos.
Já os favoráveis ao adiantamento do relógio alegam que a implantação do horário garante o melhor aproveitamento da luz natural ao entardecer, o que proporciona substancial redução na geração da energia elétrica que se destina à iluminação artificial. E que a medida também reduz a demanda por energia no período mais crítico do dia, que vai das 18h às 21h, quando a coincidência de consumo por toda a população provoca um pico, poupando o Estado de sofrer as conseqüências da sobrecarga na rede na estação mais quente do ano.
Este ano, o horário de verão vai começar à zero-hora do dia 19 de outubro e terminará à meia-noite do dia 14 de fevereiro de 2009 nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
A história
O horário de verão foi cogitado pela primeira vez em 1784, por Benjamin Franklin, antes da invenção da energia elétrica. O cientista partiu da observação de que, nos meses de verão, o sol nasce antes que a maioria das pessoas se levante. E assim concluiu que, se os relógios fossem adiantados, a luz do dia poderia ser melhor aproveitada.
O horário de verão foi implantado no país pelo presidente Getúlio Vargas, nos anos de: 1931, 1932, 1949 a 1952, 1963 e 1965 a 1967. Depois de anos esquecida, a medida ressurge em 1985, por decreto do presidente José Sarney. Desde então, não foi mais abandonada.