Cigarro proibido
O deputado Júlio da Retífica (PSDB) apresentou projeto que proíbe o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto fumígeno em ambientes coletivos, públicos ou privados, no Estado de Goiás. O projeto prevê que deverá ser afixado aviso de proibição nos locais e qualquer pessoa poderá relatar ao órgão de vigilância sanitária ou de defesa do consumidor a infração da lei.
São considerados locais se uso coletivo: ambientes de trabalho, estudo, culto religioso, lazer, esporte ou entretenimento, além de áreas comuns de condomínios, hotéis, cinemas, teatros, bares, lanchonetes, repartições públicas, restaurantes, veículos de transporte público.
Os males do cigarro
A cada hora, 23 fumantes morrem no Brasil e aproximadamente 2700 brasileiros não-fumantes são vítimas do tabagismo passivo todo ano. Os dados são resultado de uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer e indica o quanto faz-se necessária uma política pública de combate ao fumo.
O tabagismo custa, no Brasil, com hospitalizações e quimioterapia no Sistema Único de Saúde, mais de R$ 330 milhões por ano. Segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde – o cigarro mata mais que a soma de mortes provocadas por Aids, consumo de álcool, acidentes de trânsito e incêndios.