Coleta seletiva
O projeto de lei do deputado Carlos Silva (PP), que institui a coleta seletiva do lixo pela administração pública estadual dentro de todos os seus órgãos e entidades, receberá parecer de seu relator, deputado Padre Ferreira (PSDB), na próxima semana.
O projeto de lei será apreciado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e deve ir ao plenário na próxima semana.
No Brasil, em torno de 88% do lixo vai para aterro sanitário, cada habitante consome, em média, 11 quilos de plástico por ano e as embalagens plásticas são responsáveis por 17% do resíduo sólido urbano.
Separar o lixo evitaria a mistura de restos de alimentos com sucata, facilitando seu reaproveitamento pelas indústrias. A reciclagem, além de contribuir com o meio ambiente, é uma alternativa de diminuição de custos. A cada 50 quilos de alumínio reciclado, evita-se que sejam extraídos do solo cerca de 5.000 quilos de minério e com um quilo de vidro quebrado faz-se exatamente um quilo de vidro novo.
Além do benefício ambiental, o reaproveitamento do lixo gera um ganho social, já que o material coletado deverá ser enviado a cooperativas ou associações de catadores que possuam a infra-estrutura necessária para realizar a triagem e a classificação dos resíduos.
O projeto do deputado Carlos Silva também determina que essas cooperativas ou associações sejam dotadas de sistemas ou métodos que possam gerir o rateio entre seus membros.