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Relator do orçamento diz que crise pode mudar receita

14 de Outubro de 2008 às 18:23

O relator da proposta orçamentária do Estado de Goiás para o exercício de 2009, deputado Carlos Silva (PP), diz que o valor de receitas e despesas previstos para o próximo ano pode ser alterado em função da crise econômica mundial. Na proposta enviada pela Governadoria no fim de setembro, as despesas estão fixadas em R$ 13,63 bilhões, o que é 17,66% a mais que o valor orçado para 2008.

Segundo o relator, a crise mundial deve fazer com que o orçamento "cresça, mas cresça menos do que o previsto". Por isso, segundo ele, é preciso adiar ao máximo possível a definição do valor real total do orçamento para aumentar a margem de acerto nos valores. "Não há nada mais doloroso do que fixar uma despesa e depois ter de fazer o corte", diz Carlos Silva. "A receita precisa ser muito bem estimada para calcular bem o valor e a distribuição das despesas".

A preocupação dos governadores com o Orçamento aumentou muito, segundo Carlos Silva, depois da estabilização da moeda. "Antes, com a inflação descontrolada, orçamentos não passavam de peças de ficção", explica.

Emendas
Quanto às emendas dos deputados, Carlos Silva diz ser contra a idéia de fixar cotas para cada um dos 41 deputados estaduais, assim com ocorre no Congresso Nacional. A idéia, que surgiu na Assembléia Legislativa este ano, não prosperou porque não constou da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada em julho. "Não acho que seja uma boa idéia, já que no Congresso Nacional acaba havendo problemas".

O deputado diz que o ideal seria a Assembléia Legislativo elaborar o Orçamento, ficando para o Executivo apenas o papel de executar o que foi proposto e aprovado no Legislativo. "Isso seria o ideal", encerra.

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