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Várias atividades marcam o Dia Nacional da Consciência Negra

20 de Novembro de 2008 às 15:23

Várias atividades marcaram, na Assembléia Legislativa, as comemorações pelo Dia Nacioal da Consciência Negra. Além da sessão especial desta quinta-feira, quando foram entregues medalhas do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira a 51 personalidades.

No saguão, o Centro de Cultura e Intercâmbio (CCI) expõe as atividades culturais, exposição dos ceramistas Walmir Nunes, Gabriel Machado e Elma Vieira. Também aconteceu uma apresentação do grupo Goya de dança. Como expositor, o arquiteto Jônatas Carvalho expõe quadros em óleo sobre tela. Também estão sendo expostos os trabalhos relacionados à arte em juta de Kênio de Oliveira.

O Fórum de Mulheres Negras de Aparecida de Goiânia vai expor roupas-afro. Além destas exposições houve apresentação de dança pelo Grupo Goya, que de dançaram estilo sapateado afro-brasileiro.

O deputado Marlúcio Pereira (PTB) definiu a criação desta data como “muito importante”. Para ele, este dia serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Disse ainda que, os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos político, social, gastronômico e religioso de nosso País. “É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira”, observou o parlamentar.

História
Preservar a memória é uma das formas de construir a história. É pela disputa dessa memória, dessa história, que nos últimos 32 anos se comemora no dia 20 de novembro, o Dia Nacional da Consciência Negra. Nessa data, em 1695, foi assassinado Zumbi, um dos últimos líderes do Quilombo dos Palmares, que se transformou no maior ícone da resistência negra da escravidão e da luta pela liberdade.

Segundo historiadores, a abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e os horrores da escravidão. A história conta que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a História do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados hérois nacionais.

Passos importantes foram tomados neste sentido, hoje em dia é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que estudam a história da África e a cultura afro-brasileira. 

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