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Técnico da Sefaz avalia que reflexos da crise virão em 2009

20 de Novembro de 2008 às 16:07
Superintendente da Secretaria da Fazenda, Sinomil Soares avalia que os reflexos da crise econômica mundial vão ser sentidos em Goiás a partir de fevereiro de 2009. A observação foi feita em audiência pública promovida pela Comissão de Finanças da Casa. A redução da dívida e o alcance das metas fiscais também mereceram destaque.

Os reflexos da crise financeira mundial na economia goiana só vão aparecer a partir de fevereiro de 2009, prevê o superintendente do Controle Interno da Secretaria da Fazenda, Sinomil Soares da Rocha. Ele comentou o assunto ao apresentar a avaliação de metas do Governo referente ao segundo quadrimestre de 2008, durante audiência pública na Comissão de Finanças da Assembléia.

Sinomil explicou que, em virtude do incremento da receita por causa das festas natalinas, prováveis quedas na arrecadação só devem ser registradas a partir do primeiro semestre do ano que vem. “O Estado vai sentir os efeitos da crise na receita estadual a partir do início do ano, até porque estamos próximo do período natalino, onde ainda teremos um incremento positivo na receita”, salientou.

De acordo com o superintendente, a previsão não é muito otimista. “De uma projeção inicial de crescimento na receita em torno de 12%, esse percentual deve ser revisto para algo até próximo de zero”, calcula. 

Ao apresentar as metas fiscais na audiência promovida pela Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento, o superintendente do Controle Interno disse que os números são bastante animadores, diante do incremento positivo da receita da ordem de quase 20%. Por outro lado, foi registrada queda de despesas, fato que, segundo ele, possibilitou ao Estado o equilíbrio de suas contas. São quase R$ 500 milhões a menos nos gastos do Governo, no exercício de 2008.

Colaboraram para que o Estado atingisse o equilíbrio fiscal, conforme destacou Sinomil Rocha, a política de revisão de benefícios fiscais, a modernização da máquina, com a reforma administrativa e o crescimento positivo da economia goiana.

Redução da dívida
Presidente da Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento, o deputado Daniel Goulart (PSDB) avaliou como positivo o relatório sobre o segundo quadrimestre de 2008, com destaque para a redução da dívida em relação à receita. Os dados apresentados pela Secretaria da Fazenda mostram que, em 1997, o percentual era de 3,52%, e que este ano atingiu apenas 1,42%.

Apesar da evolução positiva da receita do Estado, o parlamentar disse considerar preocupante o aumento da dívida consolidada líquida, de cerca de R$ 98 milhões, ou 17%, de 2007 para 2008. “Isso é preocupante, é uma bola de neve que a gente não sabe onde vai parar”.

Em que pese a instabilidade financeira no mercado, o líder do Governo, Evandro Magal (PSDB), continua otimista. Ele aposta que 2009 será o ano da colheita para o Governo. “Será o ano de obras e muitas realizações”, prevê.

Metas fiscais
A reforma administrativa está entre as principais ações do Governo que culminaram no cumprimento das metas fiscais. Sinomil Soares da Rocha assinala ainda a centralização das licitações, contratos e convênios, a instituição do sistema de gestão de aquisições e contratações governamentais, revisão da política de incentivos fiscais, investimentos área tributária e recuperação de créditos da dívida ativa e junto à União. 

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