CPI da Celg
A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o endividamento da Celg ao longo dos últimos 25 anos vai realizar uma reunião nesta segunda-feira, 7, às 13 horas, no Auditório Solon Amaral. O objetivo da sessão é o recebimento do levantamento preliminar entre 1983 e 1990, realizado por servidores do Tribunal de Contas do Estado de Goiás, que tem auxiliado nos trabalhos da CPI.
A entrega do levantamento preliminar vai permitir aos deputados a realização de oitivas, convocações e solicitação de novos documentos relacionados ao período em questão. O presidente da CPI da Celg, Helio de Sousa (DEM), disse que os trabalhos deverão continuar mesmo com o recesso parlamentar.
"As atividades da CPI vão prosseguir em dezembro e janeiro. O objetivo é apurar as causas que provocaram o endividamento da Celg nos últimos 25 anos. Conforme havia sido deliberado pelos deputados-membros, a apuração será realizada por períodos históricos, seguindo uma sequência cronológica", afirmou Helio de Sousa.
O presidente da CPI da Celg havia dito que a auditoria realizada no período em questão é de grande importância, vez que se trata de estudo inédito. O democrata afirma que as informações envolvendo a Celg entre 1983 e 1993 são pouco conhecidas. Há relatórios de administração que acompanham as publicações dos demonstrativos contábeis e outros gerenciais, que tratam de forma mais detalhada sobre a situação econômico-financeira. Os documentos com as estratégias foram emitidos a partir da década de 1990.
Com detalhes
O relatório preliminar produzido pelo TCE ao longo do último mês é bastante detalhado e será peça fundamental para a investigação das causas que levaram a Celg à situação de endividamento. "Esse documento prévio, cabe ressaltar, tem como objetivo fornecer informações aos deputados-membros para proceder à apuração das circunstâncias e decisões que provocaram o atual quadro econômico financeiro da empresa”, afirmou Helio de Sousa.
Um dos aspectos compreendidos pelo relatório do período 1983-1990, de acordo com o presidente da CPI da Celg, é a transferência da Usina de Corumbá I à Furnas. Helio de Sousa afirma que se torna necessário um esclarecimento sobre os motivos que levaram à cessão da hidrelétrica e se a Companhia foi devidamente ressarcida.
“Tratam-se de fatos inéditos. Pela primeira vez, essas informações estarão condensadas em um único documento, que servirá de referência para a elaboração do relatório final a ser apresentado por Humberto Aidar (PT) ao término dos trabalhos regimentais. Os técnicos do TCE têm auxiliado muito a lançar luz sobre este período”, informou Helio de Sousa.
A supervisora dos trabalhos de auditoria do TCE na CPI da Celg, Edna Andrade, diz que a reunião realizada recentemente teve como objetivo apresentar aos deputados-membros a posição de trabalho e o escopo com a definição dos critérios de auditagem do acervo documental da CPI e da própria Celg ao longo dos últimos 25 anos. De acordo com ela, os trabalhos continuarão ininterruptamente durante dezembro de 2009 e janeiro e fevereiro de 2010.
Edna Andrade informa que a apuração vai abarcar os aspectos econômico-financeiros, patrimoniais, de desempenho operacional e os principais eventos e processos de tomadas de decisões na Companhia. “Vamos entregar os relatórios preliminares por períodos. O primeiro será entregue em 7 de dezembro. Os demais estão em fase de produção”, afirmou.