Assembleia e Sifaeg discutem perspectivas do etanol em Goiás
O Setor Sucroenergético e a Assembleia Legislativa de Goiás: Construindo uma Agenda Positiva foi o tema do seminário promovido, na tarde desta quinta-feira, 10, no auditório Costa Lima, pela Assembleia, em parceria com o Sindicato de Fabricação de Álcool do Estado de Goiás (Sifaeg). O evento discutiu, entre outros temas, o papel dos biocombustíveis na matriz energética brasileira.
Helder Valin (PSDB), presidente da Assembleia, destacou o compromisso do Legislativo goiano com o desenvolvimento do Estado. “Temos como meta garantir as condições ideais para que sociedade e Governo possam construir juntos e em profunda sintonia, com vistas a um Estado mais próspero, moderno, desenvolvido e socialmente justo”.
O Presidente destacou ainda a importância do setor sucroenergético, que é grande gerador de emprego e renda e um dos maiores responsáveis pela interiorização do desenvolvimento no Estado de Goiás. “Dispomo-nos a garantir o arcabouço legal que permita o avanço e consolidação do segmento porque entendemos que o sucesso do setor sucroenergético e o crescimento econômico e social do nosso Estado estão entrelaçados”, declarou o presidente da Assembleia.
Gerador de empregos
André Luiz Rocha, responsável pela abertura do evento, destacou que o setor sucroalcooleiro emprega hoje, somente em Goiás, cerca de 70 mil pessoas, e que o setor está presente hoje em 1.042 municípios brasileiros.
Quanto às críticas de que a cana-de-açúcar ocupa espaços que poderiam ser destinados à produção de alimentos, ele afirma que, em Goiás, apenas 1% das terras cultiváveis são destinadas a esse tipo de lavoura. Em seguida, vem o milho, com 1,3 %; a soja, com 7%; e pastagens para a pecuária, com 40%.
Segundo André Luiz, as vantagens do uso do etanol vão além das econômicas, principalmente por causa dos efeitos no meio ambiente, já que o produto libera 90% menos dióxido de carbono, um dos principais responsáveis pelo efeito estufa, que os combustíveis derivados do petróleo.
O presidente do Sifaeg informa que Goiás é atualmente o segundo do País na produção de etanol e o quarto em cana-de-açúcar, mas está a caminho de ficar próximo a São Paulo, o primeiro no cultivo desta lavoura. Goiás tem atualmente 33 indústrias do setor sucroalcooleiro em funcionamento. “A nova fronteira do etanol é a produção de biodisel”, anunciou.
Novas linhas de financiamento
O secretário de Planejamento, Oton Nascimento, que representava o governador Alcides Rodrigues, anunciou novas linhas de financiamento para o setor, com juros subsidiados, via Fundo do Centro-Oeste (FCO) e BNDES. Ele informa que, em breve, mais duas usinas de etanol entrarão em funcionamento no Estado. Mas, segundo Oton Nascimento, as estimativas são de que Goiás tenha, em alguns anos, 150 indústrias operando no Estado.
Durante o seminário foram apresentados seis estudos realizados por renomados pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Os trabalhos abordaram as consequências do uso de biocombustíveis e de energias limpas para a geração de empregos, a menor emissão de gases de efeito estufa, a geração de energia elétrica e a melhoria na qualidade da saúde pública.
O evento integra o projeto "Agora – Agroenergia e Meio Ambiente", que é uma iniciativa de comunicação institucional da cadeia produtiva sucroenergética, cujo objetivo é transmitir à sociedade os benefícios das energias renováveis. O projeto reúne entidades e empresas da cadeia produtiva da cana-de-açúcar, como o Sifaeg e o Fórum Nacional Sucroenergético, além de empresas e instituições bancárias.
O Projeto Agora foi lançado em junho e representa uma das maiores iniciativas institucionais já implantadas no Brasil, unindo empresas e entidades ligadas ao setor sucroalcooleiro. O objetivo é unir forças em torno de um esforço em prol das energias renováveis geradas a partir da cana-de-açúcar e de outras matérias primas agrícolas.
A mesa do seminário foi composta pelo presidente da Assembleia, deputado Helder Valin (PSDB); o presidente do Sifaeg, André Luiz Rocha; o secretário de Planejamento do Estado, Oton Nascimento, que representou o governador Alcides Rodrigues; Pedro Alves, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg); José Maria de Lima, vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Indústria do Estado de Goiás (Fetaeg); e Abelardo Vaz Filho, prefeito de Inhumas e presidente da Associação Goiana de Municípios (AGM).
Estavam presentes também os deputados Helio de Souza (DEM), Júlio da Retífica (PSDB), Vanuza Valadares (PSC) e Wellington Valim (PTdoB), além de autoridades e representantes do setor sucroalcooleiro de Goiás e outros Estados.