Goiás precisa de cultura
Nos últimos anos, venho percebendo que a movimentação cultural em Goiás tem aumentado – seja na música, seja nas artes visuais, audiovisuais ou manifestações folclóricas. Mas precisamos de mais. A cultura precisa caminhar junto com o desenvolvimento de nosso Estado, pois ela é um dos fatores determinantes de tal desenvolvimento. É necessário estimular e diversificar ainda mais a cultura goiana, fomentando a realização de concertos, festivais, mostras, cursos e oficinas para crianças e jovens, não apenas em Goiânia, mas em toda a extensão do Estado, de forma democrática e descentralizada e em espaços adequados.
Um dos projetos da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Goiânia (Secult), o Grande Hotel Revive o Choro é digno de destaque. Idealizado pela jornalista Marley Costa Leite, assessora de imprensa da Secult, a iniciativa busca resgatar, valorizar e divulgar o chorinho, um dos gêneros instrumentais mais populares da música brasileira. As apresentações semanais de grupos de chorinho, realizadas no Grande Hotel da Avenida Goiás, animavam as sextas-feiras do centro da cidade.
Atualmente suspenso, o projeto sofreu atualizações em sua concepção, buscando, agora, o diálogo do choro com diversas expressões artísticas, como a dança e outros gêneros musicais instrumentais, e solucionar problemas que surgiram no decorrer da primeira temporada do projeto – como o assédio do público do evento por vendedores ambulantes. Dada a importância do Grande Hotel Revive o Choro como patrimônio da identidade cultural goiana, solicito ao senhor secretário municipal de Cultura, Doracino Naves, que retome com urgência o projeto e devolva a alegria do chorinho aos moradores e visitantes do Centro de Goiânia.
Cidade que concentra os principais espaços culturais de Goiás, nossa Capital precisa que tais espaços estejam em constante atividade e em boas condições de uso. Os agentes culturais e a população pedem a rápida conclusão da reforma do Teatro Goiânia, que está fechado desde setembro deste ano; o término das obras e a completa ocupação do Centro Cultural Oscar Niemeyer; a adequada manutenção do Centro Cultural Martim Cererê e do Centro Livre de Artes (CLA). Todos gostaríamos de presenciar em outros espaços – não só na Capital, mas em vários municípios goianos – uma movimentação cultural tão grande e diversificada quanto a que temos no Centro Cultural Goiânia Ouro, na Rua 3, Centro.
É importante reconhecer que avançamos em termos de cultura, mas nosso potencial é bem maior do que o que tem sido feito. Solicitamos à Secult e a Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico (Agepel) que ouçam essa reivindicação. Os produtores culturais de nosso Estado e a própria população estão a postos para preencher antigos e novos espaços com suas manifestações.