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Mudança do clima

30 de Dezembro de 2009 às 11:29
Para Thiago Peixoto, a nova Lei de Mudanças Climáticas sancionada nesta quarta-feira, 30, "ainda não é a ideal".

O deputado Thiago Peixoto (PMDB) comentou a nova Lei de Mudanças Climáticas, sancionada nesta terça-feira, 29, pelo presidente Luiz Inácio da Silva (PT). A nova lei fixa a meta de redução de emissão de gases do efeito estufa entre 36,1% e 38,9%, até 2020. Segundo o parlamentar, embora a medida represente um compromisso importante com o Meio Ambiente, ela ainda não é a ideal.

O deputado criticou o fato de a Lei não estabelecer as metas de redução para cada setor da economia. “Com isso, teremos que esperar uma nova regulamentação da matéria no próximo ano”, lembrou. Outro ponto questionado pelo parlamentar foi a proteção ao setor do petróleo. O presidente Lula vetou a expressão "abandono" de um artigo que previa o "abandono paulatino" de fontes fósseis de energia.

“O setor responsável por este lobby é um setor pré-histórico, que deve ser extinto em breve. Em, no máximo 30 anos, a energia fóssil não será mais utilizada. As novas fontes de energia limpa, como a solar, eólica, hidroelétrica e outras, ganham cada vez mais espaço. As soluções para o clima estão colocadas”, enfatizou o deputado.

Thiago Peixoto foi um dos integrantes da delegação brasileira, chefiada pela ministra Dilma Roussef, que participou da 15ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas realizada neste mês de dezembro, em Copenhague, Dinamarca. O objetivo da Conferência foi a discussão de fórmulas para reduzir as emissões globais de CO2 (dióxido de carbono) e, com isso, tentar reduzir os efeitos causados pelo aquecimento global.

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