Assembleia aprova em segundo turno o Fundo de Aporte à Celg
Acaba de ser aprovado, em segunda e definitiva votação, no Plenário, o projeto de lei nº 5887, de autoria da Governadoria, que dispõe sobre a criação do Fundo de Aporte à Celg e suas subsidiárias integrais (Funac). A criação do Fundo tem por objetivo aportar recursos para o cumprimento das obrigações do passivo contencioso da empresa, referentes a contingências fiscais, civis, trabalhistas, entre outras, geradas até 31 de março de 2010.
O valor inicial de abertura do Fundo é de R$ 10 milhões. Durante o prazo de dez anos, o Fundo deve repassar à Celgpar recursos para o pagamento destas contingências. Depois deste período, há a determinação para que o seu saldo positivo retorne ao Tesouro Estadual.
De acordo com a justificativa da Governadoria, a criação do Fundo é imprescindível para a conclusão positiva do processo de alienação de 41,08% das ações da Celgpar à Eletrobrás. Ainda segundo a justificativa, esta é apenas uma das ações para obter a recuperação financeira da instituição.
Antes da aprovação da matéria, os deputados Daniel Goulart (PSDB) e Luis Cesar Bueno (PT) subiram à tribuna, para discutir o projeto. "Não tenho dúvidas de que esse projeto é fundamental, pois garantirão os investimentos que levarão, além de energia elétrica, internet banda larga a todos os municípios goianos", ressaltou o parlamentar petista.
O deputado Hélio de Sousa (DEM) também discutiu a proposta. "A criação desse Fundo visa dar uma sobrevida econômica à Celg. A CPI busca levantar as origens e os responsáveis pelo endividamento da Companhia", explicou o parlamentar democrata. Por fim, o deputado Júlio da Retífica (PSDB) explicou a importância de o Estado dar sustentação, com o Fundo, à Companhia.