Ícone alego digital Ícone alego digital

CPI da Celg

05 de Janeiro de 2010 às 10:26
Nesta quarta-feira, 6, são retomados os trabalhos, com apresentação de análise do TCE, informa Helio de Sousa.

Segundo o deputado Helio de Sousa, presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o endividamento da Companhia Energética de Goiás (Celg) é importante dizer que, a partir de duas datas – próximas quarta-feira, 6, e quinta-feira, 7 - estarão abertas oportunidades aos deputados para que façam as convocações que entenderem ser pertinentes, de diretores ou de qualquer outra pessoa que, de uma maneira ou outra, possam ser importantes para esclarecer dúvidas que possam ter ficado nas apresentações, tanto do TCE como da Fipe.

“Entendemos que a CPI da Celg está chegando ao seu momento mais importante”, ressalta o parlamentar. Sua previsão do término dos trabalhos é para a primeira semana de março, com o relatório final do deputado Humberto Aidar (PT), para ser apreciado e votado no plenário da Assembleia Legislativa. “Pela sequência das atividades da CPI, nós teremos, então, no dia 6 de janeiro de 2010, a apresentação de uma análise, pelos técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), daquilo que foi a vida da Celg no período de 1983 a 1994”, frisou.

E acrescentou: “É uma análise de um período praticamente inédito. Pouca coisa se discutiu sobre essa questão e só agora, com a CPI, será possível, então, que fatos relativamente desconhecidos da opinião pública goiana possam ser conhecidos. Entre eles, citaria a questão da transferência de Corumbá I da Celg para Furnas, que foi muito pouco discutida", explica o parlamentar.

"Por isso, há muita coisa a ser esclarecida. Da mesma maneira que, com a criação do Tocantins, a Celg perdeu todo seu patrimônio naquele Estado, aos exemplos das hidrelétricas, os bens móveis e imóveis, as linhas de transmissão e subestações”, reforça Helio de Sousa.

De acordo com o presidente da CPI, as análises preliminares mostram que não houve ressarcimento à Celg. “Nessa apresentação que teremos pelos técnicos do TCE, provavelmente esses fatos poderão ser esclarecidos, para que a gente tenha uma linha de trabalho”, salientou o parlamentar democrata.

Informou o deputado que, ainda na sequência dos trabalhos, no dia 7 de janeiro de 2010, a CPI terá, também, uma análise completa daquilo que foi detectado do ponto de vista contábil pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). “Teremos aqui apresentação dos técnicos da Fipe, que, acreditamos, vai alicerçar o pensamento dos deputados-membros da CPI, para que possamos ter, de maneira conclusiva, uma definição desse trabalho”, colocou.

"Estou prevendo que a vontade dos membros da CPI é de trabalho. Vamos, de comum acordo, com certeza, evitar os recessos dos meses de janeiro e fevereiro, para que a gente, então, possa trabalhar em toda plenitude com vistas a alcançar o objetivo da Comissão Parlamentar de Inquérito, que é mostrar para a opinião pública de Goiás e do Brasil os motivos que levaram ao endividamento da Celg”, concluiu o deputado

Compartilhar

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse nossa política de privacidade. Se você concorda, clique em ESTOU CIENTE.