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CPI da Celg receberá análise inédita do TCE nesta quarta-feira

05 de Janeiro de 2010 às 17:28
A Comissão Parlamentar que investiga o endividamento da Celg nos últimos 25 anos vai receber nesta quarta-feira, 6, às 14 horas, a análise das demonstrações econômico-financeiras da companhia entre 1983 e 1994. O documento foi produzido por servidores do Tribunal de Contas que auxiliam os trabalhos da CPI. Nova reunião será realizada na quinta-feira, 7, às 8 horas.

A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o endividamento da Celg nos últimos 25 anos vai receber nesta quarta-feira, 6, a análise das demonstrações econômico-financeiras da companhia entre 1983 e 1994. O documento foi produzido por servidores do Tribunal de Contas do Estado que auxiliam os trabalhos da CPI.

O presidente da CPI da Celg, Helio de Sousa (DEM), afirma que o documento é uma peça praticamente inédita em Goiás. O democrata diz que o acompanhamento técnico externo da Companhia se tornou mais comum após 1995. A apresentação da análise será realizada nesta quarta-feira, 6, às 14 horas, no auditório Costa Lima. A reunião será aberta à imprensa. Um segunda sessão da Comissão será realizada às 8 horas da quinta-feira, 7.

Helio de Sousa disse que houve significativa perda de receita em razão de subsídios e a perda de unidades geradoras. "Fala-se muito na totalidade da dívida da Companhia, mas pouco se diz sobre o quanto há para receber. O valor de créditos devidos à Celg pelos Governos Federal e Estadual, prefeituras, Eletrobrás e Saneago representam uma parcela significativa do déficit atual, estimado em R$ 5,7 bilhões", afirmou. 

O parlamentar disse que a transferência da Usina de Corumbá I para Furnas, em 1984, é um dos eventos significativos ocorridos durante o período apurado pelos técnicos do TCE. O presidente da CPI informou que, em relação aos investimentos feitos pela Companhia para a construção da geradora e os valores assumidos por Furnas, haveria um déficit aproximado de US$ 4,8 milhões - equivalente a R$ 8,25 milhões.

"Não foi o único caso. A criação do Estado do Tocantins, em 1989, fez com que a Celg perdesse usinas hidrelétricas, linhas de transmissão, subestações e rede urbana. A empresa também perdeu seu patrimônio imóvel e móvel na região. A Companhia investiu na criação de usinas na área que hoje faz parte do Tocantins, mas os recursos provenientes da aquisição não foram repassados à Celg. Essa é uma interpretação do evento", informou Helio de Sousa.

O presidente da CPI disse que houve perda significativa de receita por causa da perda de unidades geradoras. Para o deputado, não se deve subestimar o impacto da venda das usinas sobre a receita da empresa. Em 1984, Corumbá I foi transferida para Furnas; em 1989, unidades foram repassadas ao Tocantins; em 1997/98, Cachoeira Dourada foi privatizada para um consórcio.

Indexadores

Helio de Sousa disse que os valores apresentados no levantamento do TCE foram convertidos em moeda corrente por meio de quatro indexadores. O extenso período de investigação das causas do endividamento da Celg exigiu dos auditores do TCE o cuidado de atualizar valores em conformidade com a atual moeda, o real.

O critério de conversão é feito por meio de um software da própria corte, informa a supervisora dos trabalhos de auditoria na CPI, Edna Andrade. A técnica explica que o aplicativo atualiza os valores tendo por base o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional (ORTN), Ordem do Tesouro Nacional (OTN) e alguns contratos firmados em dólar. “O programa utiliza indexadores oficiais do Governo federal. É o mesmo programa utilizado pelo Tribunal de Contas da União”, afirmou a supervisora.

O presidente da CPI da Celg, Helio de Sousa, diz que o processo de elaboração dos relatórios é naturalmente demorado, dado o alto volume de informações analisadas. De acordo com o democrata, a conversão das diferentes moedas existentes no País ao longo dos últimos 25 anos, as mudanças na Legislação Tributária e os contextos histórico, político, social e econômico devem ser levados em conta.

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