Ícone alego digital Ícone alego digital

Endividamento

07 de Janeiro de 2010 às 12:57
Helio de Sousa, presidente da CPI da Celg, comenta fatores da crise apontados em relatório apresentado pela Fipe.
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o endividamento da Companhia Energética de Goiás (Celg), deputado Helio de Sousa (DEM),  afirmou que a maior causa do endividamento da Celg nos últimos anos foi a perda de patrimônio sem o devido ressarcimento à Companhia.

Helio de Sousa informou que no relatório final, que deverá ser apresentado em março, deverá prevalecer duas questões primordiais do endividamento que são a descapitalização e o pagamento de juros. “O relatório deverá priorizar esses dois fatores mas, com certeza, a partir de agora, a CPI vai convocar os diretores ou pessoas que de alguma maneira possam comprovar o motivo das ações que foram tomadas na gestão da Celg”, finalizou o presidente da Comissão.

“Podemos citar, por exemplo, a perda de Corumbá I, onde não precisamos citar valores, mas com toda certeza corresponde a uma perda. Temos ainda a perda daquilo que seria o subsídios para a Codemin, em torno de R$ 400 milhões. Temos também a questão que até hoje não foi estudada e que agora passa a ser foco, que é a transferência de todo acervo que a Celg tinha no Tocantins, tanto de clientes, quanto de hidrelétricas, substações, bens móveis e imóveis em um valor aproximado de R$ 1,5 bilhão", explica o parlamentar.

"Além disso, temos ainda do prejuízo causado pela perda da geradora de Cachoeira Dourada, num valor também aproximado de R$ 2,5 bilhões", reflete Helio de Sousa. Em sua opinião, todas estas e outras perdas de patrimônio geraram uma descapitalização da Companhia, "tendo em vista que o ressarcimento destes valores não vieram para a Celg”, apontou o parlamentar.


Segundo o deputado, grande parte desses recursos foram transferidas para o Estado, porém ainda hoje existem pendências quanto à essas transferências. “Existem pendências, como a do Estado do Tocantis, porém o que estamos estudando, que é o mérito de a empresa ter um patrimônio acaba por perdê-lo, sendo que os recursos oriundos dessas perdas não foram ressarcidos à empresa, com toda certeza, são os principais fatores que causaram a descapitalização da Celg”, destacou.

A CPI recebeu na manhã desta quinta feira, 7, na Sala Solon Amaral da Assembleia, relatório da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apresentando uma análise preliminar dos 25 anos do endividamento da Celg.
Compartilhar

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse nossa política de privacidade. Se você concorda, clique em ESTOU CIENTE.