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Daniel Goulart diz que Cachoeira Dourada inviabilizou a Celg

07 de Janeiro de 2010 às 18:02

O deputado Daniel Goulart (PSDB) afirmou, ao comentar, nesta quinta-feira, 7, em seu gabinete, sobre o relatório apresentado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em relação ao endividamento da Celg, que há clareza do fato de que a atual situação da Celg é uma conseqüência dos governos, e não só dos gestores. 

"Os governantes priorizaram os pagamentos de empréstimos e de terceirizados, e não do setor elétrico. Essas prioridades são pesadas e comprometem o Governo de Alcides Rodrigues, já que o foco está nos bancos de terceira linha, o que aumentou ainda mais a dívida", disse o deputado.

E mais. "Ficou claro que a história da Celg foi dividida em duas fases. A primeira, é de uma Celg geradora e distribuidora de energia. A segunda, é uma Celg envolvida com compra de energia acima do preço de mercado", ressaltou o deputado.
 Daniel Goulart também afirma a falta de ajuste interno na Celg antes da venda de Cachoeira Dourada.

"O pacto dessa venda dentro da Celg foi muito grande. Eles não se prepararam para esse desfalque", disse. Para o deputado, o valor da Cachoeira Dourada não foi repassado à Celg.
 Na opinião do deputado, os erros de gestão cometidos na Celg desde 1994 ainda estão sendo os principais alvos de estudo pela CPI da Celg, que tem como presidente o deputado Hélio de Sousa (DEM).

Por outro lado, Daniel Goulart concorda com o relatório da Fipe quando afirma, dentre outros desacertos, que um dos principais erros de gestão da Celg foi de ter feito empréstimos a curto prazo para serem investidos a longo prazo.
 De acordo com o deputado, o próximo passo da CPI da Celg é de ouvir os antigos presidentes e diretores da central. Daniel Goulart já encaminhou requerimento pedindo que depoimento dos responsáveis pela venda da Hidrelétrica de Corumbá também seja colhido.   

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