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Daniel Goulart quer convocação imediata de ex-presidentes da Celg

07 de Janeiro de 2010 às 18:41

Membro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o endividamento da Celg, o deputado Daniel Goulart (PSDB) quer a convocação imediata dos ex-presidentes da Companhia, no período de 1983 a 1994, para prestar esclarecimentos sobre os relatórios divulgados pelos técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Daniel Goulart frisou que, até então, o foco estava sobre o Governo de Maguito Vilela, mas agora o Governo de Iris Rezende também terá que prestar esclarecimentos.
 “Cabe destacar, conforme consta no relatório de administração referente ao exercício de 1994, que o Governo do Estado de Goiás alienou ações da Celg para o mercado nacional e a Bolsa de Valores do Estado do Rio de Janeiro, em 30 de março de 1994, ou seja, três dias antes de Iris Rezende deixar o Governo", disse.

O deputado afirmou ainda que "o então Governador teria vendido 665 milhões e 714 mil em ações preferenciais para pagamento de débitos com empreiteiros de exercícios anteriores, não empreiteiros da Celg, empreiteiros do Estado”. O parlamentar social-democrata acrescentou que esse valor, hoje, estaria em torno de R$ 1 bilhão.
 

Daniel Goulart entende que é preciso buscar esse processo na Secretaria da Fazenda para saber o que foi feito desse dinheiro. “Um dado muito interessante é o fato de não terem priorizado o pagamento ao setor elétrico. A Celg passou a ficar inadimplente com a Eletrobrás e não conseguia o reajuste da tarifa", ressaltou. 

O parlamentar disse que está muito feliz com o trabalho da CPI da Celg. “Estamos devolvendo à sociedade uma parcela do pagamento que recebemos. E a sociedade goiana pode ficar tranquila, porque vamos trabalhar durante esse período de recesso parlamentar, para que possamos divulgar o relatório final da CPI no mês de março próximo”, salientou o parlamentar, que fez questão de ressaltar o trabalho sério do presidente da Comissão, deputado Helio de Sousa (DEM), bem como do relator, deputado Humberto Aidar (PT).

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