A força e a modernidade das indústrias gráficas goianas
* Ozair José é líder da bancada do PP na Assembleia Legislativa
Quero, nesta oportunidade, ressaltar o trabalho que a indústria gráfica goiana realiza em favor do fortalecimento da economia do nosso Estado. Parabenizo o presidente Antônio de Sousa Almeida, do Sindicato da Indústria Gráfica do Estado de Goiás (Sigego), pelas ações que implementa em favor da união e do fortalecimento dos empresários que atuam neste importante segmento da sociedade goiana.
O Sigego fundado em 24 de outubro de 1950 e um dos responsáveis pelo surgimento do Sistema Fieg (Federação das Indústrias do Estado de Goiás) O maior compromisso do presidente Antônio de Souza Almeida é com a defesa dos interesses desta categoria empresarial, que tanto contribui para o desenvolvimento econômico e social de Goiás.
Agora, o sindicato disponibiliza à sociedade o portal eletrônico, que almeja também divulgar os excelentes produtos gráficos de Goiás para outros mercados, mostrando a força, a qualidade e a capacidade da indústria gráfica goiana.
Goiás está inserido no conjunto da indústria gráfica brasileira, iniciada com a Impressão Régia do Brasil, criada em 13 de maio de 1908, por Dom João VI e que ocupa atualmente um lugar de relevo na economia nacional e possui alto conceito e credibilidade no cenário internacional.
O parque gráfico nacional é formado por cerca de 19,6 mil empresas – 90,5% são micro e pequenas – e emprega mais de 185 mil pessoas em todo o Brasil. Registrou no ano de 2009 uma receita equivalente a 17 bilhões de reais.
O crescimento e o fortalecimento desse setor é muito importante para o País alcançar mais rapidamente a superação no contexto da crise mundial, bem como avançar no rumo da almejada posição de tornar-se uma das maiores potências globais.
Este é um setor que contribui significativamente para o desenvolvimento socioeconômico, pois, além da produção de seus diversos segmentos – fabricação de embalagens, etiquetas, envelopes, cadernos, impressos fiscais, promocionais, formulários, cartões magnéticos, mídia externa e digital –, favorece a educação e o desenvolvimento cultural com a impressão de livros didáticos, científicos e literários, revistas e jornais de alta qualidade. Sem contar que, a produção de embalagens e material promocional corrobora a comercialização nos demais setores e assim contribui para o aumento da oferta agregada e, portanto, para o crescimento da economia.
Em Goiás, o setor é composto por cerca de 600 empresas, que empregam mais de 4000 trabalhadores. Não obstante a hegemonia dos Estados mais desenvolvidos, a indústria gráfica goiana é hoja bastante competitiva no contexto brasileiro, no que se refere a qualidade, capacidade de produção e preços praticados.
O parque gráfico goiano dispõe de profissionais altamente qualificados e capacidade instalada de produzir impresso de qualquer natureza com o emprego de tecnologias de última geração, sem nenhuma necessidade da contratação de empresa de fora. Tanto que, comumente, os serviços são requisitados por clientes de outras partes do país e até do Mercosul.
O Sigegoe a Abigraf/Regional de Goiás lutam para que a indústria gráfica brasileira possa alcançar patamares ainda mais elevados, ampliando a sua contribuição ao processo de desenvolvimento nacional. Para tanto, alguns gargalos precisam ser removidos. A pesada, injusta, abusiva e complexa carga tributária, por exemplo, é um grande fator de estímulo à informalidade. E isso é negativo para o País, pois, as empresas informais, além de causarem prejuízos aos cofres públicos, competem em condições de desigualdade com as empresas devidamente formalizadas, que investem em tecnologia, empregam mão de obra qualificada, na forma da lei e pagam os seus impostos.
A União, o Estado e os municípios deveriam dar mais estímulo à leitura no Brasil. Segundo uma pesquisa da Câmara Brasileira do Livro, dos 26 milhões de pessoas acima de 14 anos, que dizem ter o hábito de ler, 47% possuem, no máximo, dez exemplares de livros em casa. A pesquisa mostra também que 61% dos brasileiros adultos alfabetizados têm muito pouco ou nenhum contato com livros. Esse mercado diminuto obriga as editoras a produzir baixas tiragens, o que leva a um custo unitário alto e conduz a um dos lados do problema econômico: o preço do livro afasta uma grande fatia de leitores de baixo poder aquisitivo.
O estímulo à leitura poderá vir de medidas que envolvam maior acessibilidade ao livro e ao universo editorial: concessão de crédito para a abertura de livrarias, barateamento do livro, abertura de mais bibliotecas, renovação do acervo das existentes e campanhas de incentivo à leitura nas escolas e empresas.