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Marconi, patrono da cultura e das artes

19 de Janeiro de 2010 às 12:57
Artigo do deputado Honor Cruvinel (PSDB) publicado no jornal Diário da Manhã, edição de 12.01.2010.
* Honor Cruvinel é deputado estadual pelo PSDB e vice-presidente da Assembleia Legislativa


O
s meios de comunicação do Estado de Goiás são palco, hoje, de um debate sobre o Centro Cultural Oscar Niemayer. Tenho acompanhado a polêmica e acho que ela está sendo encaminhada pelo lado errado. O que interessa, realmente, para os goianos é que temos hoje um espaço apropriado para as manifestações artísticas e culturais, talvez o melhor e o mais arrojado do Brasil.


Ao construir o Centro Cultural, o então governador Marconi Perillo enxergou longe e vislumbrou o que a maioria dos políticos não consegue ver: investir na cultura é valorizar o patrimônio imaterial de uma sociedade, elevando a sua autoestima e oferecendo às novas gerações a oportunidade de ampliar a sua educação por meio do acesso à arte e aos bens intelectuais.

Marconi, não só com o Centro Cultural, quis que o espírito do povo goiano e a soma de valores da sua cultura estivessem entre os eixos mais importantes da sua gestão à frente do governo de Goiás. Isso não é comum entre os governantes. Antecessores de Marconi, políticos como Iris Rezende e Maguito Vilela não dedicaram nenhuma atenção ao setor cultural e concluíram suas administrações sem nada de especial na área.

Na área da Literatura, o governo Marconi publicou mais de 250 livros nas coleções da Agepel e do Instituto Goiano do Livro, além de realizar a I Feira Nacional do Livro e a I Bienal do Livro, dando também apoio a seminários e congressos culturais.

Na área do Cinema, Marconi criou e promoveu sete edições do Fica (Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental) na Cidade de Goiás e incentivou diversos filmes e editais publicados para o cinema e circuito de cinema no interior do Estado.

Na música, o projeto Um Gosto de Sol, Diversão e Arte por inúmeras cidades do interior do Estado, seis edições Nacionais do Canto da Primavera em Pirenópolis, incentivo a edições de discos e DVDs. Também criou a Bolsa Orquestra e a Orquestra Sinfônica Jovem.

No teatro, foram quatro edições da Mostra Nacional de Teatro de Porangatu, incentivo a peças e espetáculos, apoio a artistas e editais públicos para o teatro goiano.

Na dança, promoveu a I Mostra Nacional de Dança – Paralelo 16, com apoio a grupos e espetáculos. Criou o Balé do Estado e o Balé Jovem, que, desde 1999, contabiliza quase uma centena de prêmios em festivais. Criou, ainda, a Escola de Dança, com aulas especiais para crianças portadoras de síndrome de Down.

Em relação ao patrimônio histórico, Marconi restaurou ou reformou mais de 45 igrejas antigas e prédios. O melhor de tudo foi conseguir o tombamento da Cidade de Goiás como patrimônio da humanidade. Mas criou a Lei Goyazes, em 2000, o primeiro instrumento legal, em Goiás, de incentivo financeiro à cultura, que financiou cerca de 300 projetos até 2006.

Nas Artes Plásticas, transformou a escola de Arte Veiga Valle em Centro de Educação Profissional em Artes, ministrando cursos nas cinco linguagens de artes, o único do Brasil com tal abrangência. Restaurou e readequou o Museu de Arte Contemporânea, que abrigou, entre outras exposições, as de Arthur Bispo do Rosário, Farnese, Siron, Poteiro, além do Prêmio Sergio Motta de Cultura e do Salão Flamboyant de Arte Contemporânea.

Marconi não fez só o Centro Cultural Oscar Niemayer. Construiu mais quatro: o Centro Cultural de Catalão, o Centro Cultural de Palmeiras e, em parceria, os de Ceres e Porangatu, além do Cavalhódromo de Pirenópolis e a reativação do Centro Cultural Martin Cererê, destinado à juventude.

Quanto ao Centro Cultural Oscar Niemeyer, entregou três espaços em março de 2006: o Palácio da Música Belkiss Spenciere, o Museu de Arte Contemporânea e o Auditório Ligia Rassi, que já receberam relevantes eventos, como a Exposição de Pablo Picasso, que bateu recorde de público em nível nacional, integrando o Circuito Cultural Banco do Brasil, além de outros. A biblioteca do Oscar Niemeyer, inclusive, está pronta. Sem falar que os três espaços funcionavam muito bem até que foram fechados para obras complementares, que o governo Alcides, por meio da Agetop, está o.

 Há de se evidenciar, ainda, o atendimento das demandas de todas as entidades culturais, que passaram a receber uma contribuição anual para as suas despesas com manutenção, prática que o governador Alcides Rodrigues manteve e acaba de cumprir, mais uma vez, por meio de mensagem aprovada no período extraordinário de convocação da Assembleia..

Marconi cumpriu com rigor o dever de incentivar a cultura no Estado de Goiás, pelas ações que desenvolveu durante o seu tempo de governador. Fez mais que o dever de casa e fez tanto que a história da cultura goiana está dividida entre o antes e o depois do seu governo.



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