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Quem de fato quebrou a Celg: Marconi

19 de Janeiro de 2010 às 13:20
Artigo do deputado José Nelto (PMDB) publicado no jornal Diário da Manhã, edição 14.01.2010.
* José Nelto é deputado estadual pelo PMDB



A tropa de choque do senador Marconi Perillo pensa que pode enganar a opinião pública. Depois de o tucano ter literalmente quebrado o Estado, deixando como herança deficits milionários e dívidas impagáveis, tentam agora de todas as maneiras plantar mentiras como se fossem verdades, ao insistir de maneira quase obsessiva em culpar o PMDB pelo desastre ocorrido na Celg.

É a velha tática de tapar o sol com a peneira. Batem na mesma tecla. Repetem a ladainha dia após dia. Acham que podem fazer uma lavagem cerebral na sociedade depois de ter conduzido a estatal ao atual cenário de terra arrasada. Toda essa ansiedade tem uma explicação: a proximidade das eleições ao governo, quando os fatos reais virão à tona para mostrar quem de fato quebrou a Celg: Marconi Perillo.

Esta campanha ensandecida, orquestrada contra Iris Rezende, esconde detalhes sórdidos da passagem do PSDB pelo governo do Estado.

A versão que os tucanos contam é fundada em mentiras. Não explicam quais os motivos que levaram a estatal a registrar o maior prejuízo de sua história em 2002, justamente no ano em que Marconi Perillo, então governador, concorria à reeleição. A Celg foi vítima de gastos absurdos com publicidade e uma verdadeira orgia promovida com o pagamento de honorários advocatícios. A derrama de dinheiro público tinha o único propósito de reeleger o então governador.

O prejuízo anotado em 2002 por Marconi alcançou a espantosa cifra de R$ 644 milhões. Antes, o recorde estabelecido era do próprio tucano, que em 2001 levou a Celg a fechar o ano com prejuízo acima de R$ 301 milhões. A companhia foi estraçalhada em dois anos consecutivos para promover a candidatura do PSDB ao governo.

No entanto, esta parte da história da Celg, o obscuro advogado Perinácio Saylon, que está com os bens indisponíveis por conta de uma investigação do Ministério Público, não conta em seu artigo, publicado no Diário da Manhã na edição de terça-feira (10).

Aliás, além de várias incorreções históricas, o texto é manchado por menções desrespeitosas contra Iris Rezende, dono que uma trajetória que, para fazer frente a ela, um desqualificado como Perinácio precisaria viver por, pelo menos, mais 300 anos.

Desta forma, Perinácio Saylon usa todos os recursos técnicos para tentar escamotear a verdade. Com manjada desonestidade intelectual, desfila um turbilhão de números sem nenhuma consistência. Os dados que apresenta são de fazer rir. Devem ter sido encomendados a algum roteirista de filme de ficção. Além de fabricar cifras absurdas, inconsistentes e sem nenhuma correspondência das provas, Perinácio se arvora em dar lições de moral. Logo ele, que tem os bens indisponibilizados pela Justiça. Deveria olhar para o próprio umbigo e enxergar o tamanho da sua insensatez. Deveria, sobretudo, se dar conta do papel ridículo e cômico que atualmente desempenha.

O relatório técnico produzido pela Fipe e entregue à CPI da Celg, cujo conteúdo este desinformado porta-voz do marconismo certamente desconhece, conclui que a transferência de Corumbá I para Furnas, em 1986, não provocou impacto financeiro negativo para a estatal. Corumbá I era um canteiro de obras parado há mais de um ano. Não havia usina construída, como insistem os tucanos, de forma leviana. Iris transferiu o seu controle para a Eletrobrás com o objetivo de captar recursos para conclusão da quarta etapa de Cachoeira Dourada. O relatório da Fipe ainda mostra que nos quatro anos do primeiro mandato de Iris como governador, a Celg acumulou lucros e obteve desempenho invejável.

Durante os seus dois mandatos como governador, Iris conduziu o Estado ao longo do maior processo de urbanização e industrialização de sua história. Canalizou recursos estaduais e federais para construção de estradas, acelerou o processo de industrialização por meio de programas de fomento, fez história com os mutirões pela casa própria e levou rede de abastecimento de água e esgoto para municípios esquecidos pelos governos anteriores, para citar poucos exemplos. E, decidido a promover este surto inédito de crescimento nos quatro cantos do Estado, o então governador resolveu investir na universalização do acesso à energia elétrica. Desta forma, todos os recursos provenientes da transferência de Corumbá foram reaplicados em redes de eletrificação rural.

A tropa de choque marconista tenta, a todo custo, contaminar também com suas inverdades o trabalho da CPI que investiga a origem do endividamento da companhia. Dos cinco deputados estaduais que fazem parte da Comissão, quatro deles optaram por firmar compromisso com a versão fajuta defendida pelo PSDB. Apesar de ser minoria, o PMDB conseguiu obrigar os parlamentares a aprovar a convocação dos advogados Alex Ivan de Castro Pereira e Alcimar de Almeida. A convocação de ambos será bastante elucidativa. Em primeiro lugar, porque ajudará a descobrir porque a Celg pagou honorários no valor de R$ 17,1 milhões, durante a gestão do PSDB, para o escritório de Alcimar. E o contrato foi firmado sem licitação. Em segundo lugar, vamos entender melhor como Alex atuou junto a prefeituras do interior para promover verdadeira sangria nas contas da empresa.

Por mais que aliados do senador Marconi tentem distorcer os fatos para imputar culpa pela crise aos governos do PMDB, ficará cada vez mais claro que o PSDB é o grande vilão da história. A verdade tarda, mas vem no momento certo para demonstrar os que realmente construíram o Estado e aqueles inconsequentes que o destruíram. Se há uma quebradeira em curso, com certeza o responsável é moço da camisa azul que governou Goiás nos últimos sete anos: Marconi Perillo.



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