Humberto Aidar questiona qual seria o negócio ruim firmado entre Celg e Prefeituras
O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o endividamento da Celg nos últimos 25 anos, Humberto Aidar (PT), questionou ao advogado Alex Ivan de Castro Pereira qual o negócio mal feito que teria levado as prefeituras a firmar contrato com a Companhia.
Alex Ivan disse que sua ideia era de convênio, que provocou prejuízos às prefeituras goianas. O advogado avaliou que a Celg, o Beg, o Estado e a Associação Goiana dos Municípios (AGM) teriam sido juridicamente mal orientadas
"A natureza da minha ação foi criada em meu escritório. Além do notório saber, fomos contratadas por meio de dispensa de licitação, pelo ineditismo da ação. Patrocino esta ação desde 1994. Temos a exclusividade da ação, de sua autoria intelectual", informou Alex Ivan. O advogado disse que recebeu, em razão da sucumbência, R$ 1 milhão da Prefeitura de Santa Helena como honorários em virtude do resultado obtido na Justiça.
Humberto Aidar retomou o depoimento do ex-diretor financeiro da Celg, Javahé de Lima, que teria tido a assinatura registrada no contrato firmado com as prefeituras considerada falsificada. O petista questionou ainda se, caso o advogado soubesse da falsificação, teria recebido os honorários pagos na ação.
Alex Ivan de Castro disse que havia firmado o acordo com o presidente da Celg na época, André Luís Rocha, e que não teria recebido os valores caso soubesse da falsificação da assinatura. "Não teria recebido, com certeza, os honorários se soubesse que haveria assinatura fraudulenta. Eu firmei acordo com gente séria", afirmou o advogado.