Alex Ivan se isenta de responsabilidade em contrato com a Celg
Alex Ivan de Castro compareceu à reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o endividamento da Celg, realizada na tarde desta terça-feira, e no final concedeu entrevista sobre a oitiva realizada pelos deputados-membros da CPI. O escritório deste representa mais de 20 prefeituras goianas em ações contra a companhia energética por causa de retenção de ICMS devido aos municípios que teria ocorrido após acordo feito entre a Celg, o extinto Banco do Estado de Goiás (BEG), a Associação Goiana de Municípios (AGM) e o Governo do Estado.
No total, entre ações já julgadas e outras em andamento, seriam cerca de R$ 1,5 bilhão que os municípios, representados por Ivan de Castro, tentam receber da estatal. Alex Ivan se isentou de responsabilidade em suposto contrato fraudulento feito entre a Celg e seu escritório, que conteria assinatura falsa do ex-diretor financeiro da Companhia, Javahé de Lima. “Isso é problema da Celg. Eu fiz tudo de forma lícita”, frisou.O advogado foi questionado sobre negociações que teriam sido feitas com a companhia energética para recebimento de honorários.
Odvogado esclareceu que foram feitos cerca de 18 acordos, todos com anuência das prefeituras, que posteriormente negociariam seus créditos com a Celg, sob sua orientação.Para Alex Ivan discutir os honorários pagos a advogados desvia o verdadeiro foco da discussão que, em sua opinião, deveriam ser as causas do endividamento da empresa. “Tenho ações que já foram julgadas até pelo STF. Não há porque questioná-las”, comenta o advogado.