CPI da Celg
A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o endividamento da Celg nos últimos 25 anos realiza nesta terça-feira, 19, a primeira sessão de convocações em 2010. Na oportunidade, é realizada a oitiva dos advogados Alex Ivan de Castro Pereira e Alcimar de Almeida, cujos depoimentos foram solicitados pelos deputados-membros em outubro de 2009.
A convocação de ex-presidentes da Companhia deverá ser iniciada provavelmente nesta semana. Deverão ser intimados Marco Antônio Machado, José Francisco das Neves (Juquinha), Felicíssimo Sena, Ovídio de Angelis, Valdivino de Oliveira, Francisco de Freitas Castro, Fernando Cunha Júnior, Clóvis de Oliveira, José Walter Vazquez Filho, José Paulo Loureiro, André Luiz Baptista Lins Rocha e Ênio Branco.
O presidente da CPI da Celg, Helio de Sousa (DEM), disse que já há material suficiente para proceder às convocações de autoridades. Os servidores do Tribunal de Contas do Estado, que auxiliam a Comissão, entregaram aos deputados-membros análise da empresa no período compreendido entre 1983 e 1994.
A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), vinculada à Universidade de São Paulo, entregou na última semana relatório sobre a situação econômico-financeira da empresa nos últimos 25 anos. O documento faz um panorama sobre a história da Companhia entre 1983 e 2008.
"A partir de hoje, 19 de janeiro, vamos iniciar as convocações dos diretores que os deputados entenderem que sejam necessários. Também há a convocação de outros dois advogados, que ficaram de ser chamados. Os deputados terão as terças, quartas e quintas para proceder às convocações, realizadas a partir das 14h30, mas sem horário para encerrar", afirmou o presidente.
O relator da CPI da Celg, Humberto Aidar (PT), disse que é fundamental destacar que se trata de intimação para evitar ausências. De acordo com o petista, as oitivas são oportunidades para que os gestores possam esclarecer os eventos ocorridos durante o período em que estiveram frente à empresa.
"Trata-se de intimação e não convite. Como estamos em período de férias, é preciso deixar claro que se trata de convocação. Há muitos questionamentos que precisamos fazer e tenho prazo até 2 de março para entrega de relatório final. Espero concluir as convocações até 10 de fevereiro para que eu possa ter ao menos 20 dias para elaborar o documento", afirmou Humberto Aidar.